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domingo, 3 de janeiro de 2021

FRAGMENTO DO LIVRO_DUPLA SURPRESA

A vida de Helena, vivendo ao lado de Joãozinho, mesmo se  mantendo indiferentes, um com o outro, sempre fora muito boa,  porém o tal lado nunca fora visto como um lado positivo, sempre  sobravam as fantasias, as quais, ela e suas amigas de chat casadas,  sempre tiveram necessidades de realizarem para serem felizes.

Sempre vivera num ciclo oco e vazio, enquanto pobreza espiritual angariara  como suprimento, a riqueza,depois desta, não houvera  mais o que conquistar.

 Mesmo com o suprimento do lado material, então  sentindo-se infeliz, porque jamais tivera a capacidade de entender  felicidade, como pequenos elementos, que pudera ir agregando a cada  dia na vida, resolvera buscar o prazer, que nunca tivera com  Joãozinho, ou que já não tivera.

Encarar a luz da verdade, como maneira eficaz para resolver tal  incômodo , tal situação.

Jamais!

E para  seu mundo, nunca houvera verdade ou mentira, houvera uma  miscelânea, uma confusão fundida dentro do mesmo fato e atos  também.

Boa parte da população, alegando ser dono da própria vida, busca o  prazer confundido com felicidade, sem no entanto mensurar a  diferença entre ambos.

O prazer sempre a fizera feliz, supusera ela, no entanto Geraldine  tendo o relacionamento fracassado, jamais se revoltara e continuara  a ser feliz ,porém triste porque perdera o amado.

 Tendo um eterno namorado ao qual ela amara por quase  três décadas, mas a  finitude o levara.

Geraldine sofrera as dores do luto, tendo um coração partido dentro  do peito,que intensamente mantivera uma dor lancinante.

Aos poucos, fora refazendo, e a vontade de viver , a felicidade

estivera sempre á sua espera. 

Ao encontrar Maria, resolvera ajudá-la, compensando os momentos felizes que tivera com Manuel.

 Geraldine entendera que:

Difícil não fora estar sozinha, mas sim, ser sozinha dentro do âmbito  familiar e preterições de Helena.

Buscara todas as respostas ,e  encontrara um caminho maravilhoso, apenas quando encontrando-se consigo  mesma, e percebera em cada parte de sua constituição física um  fragmento de felicidade,porém,fora na essência, que esta mantivera  uma certeza sólida, feito a verdade.

E definitivamente a escuridão desaparecera.

Ao chegar em casa era noite já,Maria não lhe saíra do pensamento,mas dentro de si,mantivera uma leveza,quando aos poucos o sentimento de culpa parecera esvair.

Na mesma noite Maria lhe ligara e dissera estar mais conformada e feliz e que conversar com a nova amiga,fora uma bênção do céu.

Geraldine ficara  mais ainda contente e tivera a certeza que Manuel houvera encaminhado tal encontro de onde ele pudera estar.

Combinaram que no domingo Geraldine iria á casa de Maria fazer nhoque com carne de panela,pois Geraldine soubera que sempre fora o prato preferido dos três:

Maria, Manuel e ela também adorava!

Geraldine dissera para Maria não se preocupar com nada,com nenhum ingrediente,ela levaria.

Tudo combinado e Maria dissera:

Embora não seja o momento,mas para selar nossa amizade um bom vinho tinto poderia acompanhar tal prato.

Geraldine também se prontificou em levá-lo.

Pode ser um Cabernet Sauvignon?

Maria respondera:

Meu Deus!

Eu adoro!

Sorriram as duas, enfim...

E a conversa fluía ao celular, porém tudo que Maria  lhe contara fora apenas uma repetição,Geraldine além de amante,fora uma espécie de terapeuta de Manuel.

Em dado momento,depois da conversa puxando o lençol e se enfiando dentro dele na cama, já vestida para dormir,Geraldine pensara:

Talvez em minha vida aparentemente vazia,eu ainda tenha feito algo de bom.

E dormira mais aliviada da dor e da perda também,quando suprida por Maria


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Obrigada pelo carinho!
Izildinha