A vida de Helena, vivendo ao lado de Joãozinho, mesmo se mantendo indiferentes, um com o outro, sempre fora muito boa, porém o tal lado nunca fora visto como um lado positivo, sempre sobravam as fantasias, as quais, ela e suas amigas de chat casadas, sempre tiveram necessidades de realizarem para serem felizes.
Sempre vivera num ciclo oco e vazio, enquanto pobreza espiritual angariara como suprimento, a riqueza,depois desta, não houvera mais o que conquistar.
Mesmo com o suprimento do lado material, então sentindo-se infeliz, porque jamais tivera a capacidade de entender felicidade, como pequenos elementos, que pudera ir agregando a cada dia na vida, resolvera buscar o prazer, que nunca tivera com Joãozinho, ou que já não tivera.
Encarar a luz da verdade, como maneira eficaz para resolver tal incômodo , tal situação.
Jamais!
E para seu mundo, nunca houvera verdade ou mentira, houvera uma miscelânea, uma confusão fundida dentro do mesmo fato e atos também.
Boa parte da população, alegando ser dono da própria vida, busca o prazer confundido com felicidade, sem no entanto mensurar a diferença entre ambos.
O prazer sempre a fizera feliz, supusera ela, no entanto Geraldine tendo o relacionamento fracassado, jamais se revoltara e continuara a ser feliz ,porém triste porque perdera o amado.
Tendo um eterno namorado ao qual ela amara por quase três décadas, mas a finitude o levara.
Geraldine sofrera as dores do luto, tendo um coração partido dentro do peito,que intensamente mantivera uma dor lancinante.
Aos poucos, fora refazendo, e a vontade de viver , a felicidade
estivera sempre á sua espera.
Ao encontrar Maria, resolvera ajudá-la, compensando os momentos felizes que tivera com Manuel.
Geraldine entendera que:
Difícil não fora estar sozinha, mas sim, ser sozinha dentro do âmbito familiar e preterições de Helena.
Buscara todas as respostas ,e encontrara um caminho maravilhoso, apenas quando encontrando-se consigo mesma, e percebera em cada parte de sua constituição física um fragmento de felicidade,porém,fora na essência, que esta mantivera uma certeza sólida, feito a verdade.
E definitivamente a escuridão desaparecera.
Ao chegar em casa era noite já,Maria não lhe saíra do pensamento,mas dentro de si,mantivera uma leveza,quando aos poucos o sentimento de culpa parecera esvair.
Na mesma noite Maria lhe ligara e dissera estar mais conformada e feliz e que conversar com a nova amiga,fora uma bênção do céu.
Geraldine ficara mais ainda contente e tivera a certeza que Manuel houvera encaminhado tal encontro de onde ele pudera estar.
Combinaram que no domingo Geraldine iria á casa de Maria fazer nhoque com carne de panela,pois Geraldine soubera que sempre fora o prato preferido dos três:
Maria, Manuel e ela também adorava!
Geraldine dissera para Maria não se preocupar com nada,com nenhum ingrediente,ela levaria.
Tudo combinado e Maria dissera:
Embora não seja o momento,mas para selar nossa amizade um bom vinho tinto poderia acompanhar tal prato.
Geraldine também se prontificou em levá-lo.
Pode ser um Cabernet Sauvignon?
Maria respondera:
Meu Deus!
Eu adoro!
Sorriram as duas, enfim...
E a conversa fluía ao celular, porém tudo que Maria lhe contara fora apenas uma repetição,Geraldine além de amante,fora uma espécie de terapeuta de Manuel.
Em dado momento,depois da conversa puxando o lençol e se enfiando dentro dele na cama, já vestida para dormir,Geraldine pensara:
Talvez em minha vida aparentemente vazia,eu ainda tenha feito algo de bom.
E dormira mais aliviada da dor e da perda também,quando suprida por Maria
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha