Quanto
á minha
mãe ,meu padrasto, meu irmão, e também a dona Rafaela, obviamente os amara,
como pediram para serem amados, como
eles se colocaram dentro de meu coração.
Mesmo
porque, sempre entendera, que amando muito alguém, na verdade, essa pessoa, vai
ganhando espaço ou não , dentro do nosso coração depois, segundo suas atitudes.
A
troca incitada pelo amor...
Então, Marcos fora aos poucos, todos os dias,
tomando um espaço maior, mediante
a constituição de minha essência.
Éramos
duas crianças adolescendo, talvez com as
mesmas histórias, pois que ele também ao sentir-se amado, começara a se cuidar
melhor, e já melhorara como pessoa, se interessando pelos estudos, e eu além da
dona Rafaela, sentira mais alguém cuidando de meu
coração sedento de dar e receber amor.
Acredito
que fora amor, quem batera em nossas
portas primeiro, antes da paixão, pois houvera nascido uma vontade imensa, de
cuidarmos um do outro.
Começamos
conversar, e falarmos sobre nossa vida, nossa visão de mundo, embora em
apoucada idade, mas havia um brilhantismo , nos norteando, e nos fazendo
entender, que descobríramos o caminho da paz e da felicidade.
Então
pouco importaria todas pedras
atiradas, em nossos caminhos, estaríamos mais
atentos e cuidadosos, para que não tropeçássemos, sabíamos muito bem, das
temeridades, que afrontávamos em nossa idade.
O
amor fora iluminando, nossos frágeis discernimentos.
E
como flores miúdas, surgindo em talos delicados, no meio de uma bruta floresta,
carecíamos de amparo, quando
nossas dúvidas e interrogações eram tantas, em tão poucas respostas.
Começáramos
entender, que nem todas as respostas da vida, nos são dadas dentro de nosso círculo familiar.
Descobrira
com Marcos que jamais se flexiona amor, sem primeiro flexionar amizade e
companheirismo, a atração que sentíramos um pelo outro, fora equiparada também,
com o desejo de nos amararmos mutuamente.
Fôramos
certamente, um para o outro, uma multidão preenchendo nossos espaços carentes
de amor, compreensão e validação pelo que vivêramos e realizáramos.
Enfim,
fôramos tudo que pudéramos ser...
Tínhamos
nossos encontros preenchidos, pela compenetração do encanto, que fora brotando
entre nossas trocas e revelações, portanto,
buscá-las, nos
faria crescer, em grande extensões, e por todas as partes.
Fora
numa manhã de abril, na hora do intervalo,
estávamos no pátio da escola, e eu pudera
olhar bem de perto uma quaresmeira,
que florescia meio fora de época, vira
nas pétalas delicadas, um resquício dos melindres, também uma espécie de
delicadeza tão dependente e sem igual.
Estivera
tão pensativa comigo mesma, porém me sentindo no auge da elevação, era uma
sensação indescritível, sentira um encaixe dentro de minha essência que me
punha em sintonia com o que houvera de mais nobre então.
Reiterando,
nunca tivera a pretensão de ser uma garota perfeita, nem mesmo para mim, mas
todos os dias, acordara me prometendo me dar o melhor.
Aquele
dia, Marcos havia faltado da aula porque estava doente, com gripe e febre, sua
mãe viera avisar, pois não morávamos longe da escola, nem eu ,nem ele.
Impressionante
como a ausência dele, deixava aquele pátio extenso e vazio,eu andara de um lado
para outro, houvera me afastado um pouco de minhas amigas, quase sem perceber,
porque meu tempo fora dedicado ao meu grande amor.
Um
vento gélido principiando quase um inverno, fazia as folhas secas e as pétalas
das quaresmeiras rodopiarem no cimento,eu mantivera meu coração acomodado, pois conjeturara saber, aonde caminharíamos doravante, quando
ainda o tempo não nos permitia, soltar as amarras, e se permitisse não teríamos
onde nos escondermos das intempéries, e nem encontraríamos subsídios para nossa
sobrevivência.
Sempre
assimilara o entardecer da vida,
com o amanhecer, eles sempre dependem de
uma incógnita feito a noite.
Haviam
momentos, em que milhões de sonhos vinham em meu pensamento, constituindo
assim, um futuro promissor para nós dois.
Outras
vezes,eu me achara amadurecida demais para minha idade, pois com doze anos
ainda deveria deixar a vida correr solta,
e pensar apenas no presente momento, curtindo
o nosso amor adolescente,
como essa acomodação, que me perpassara
no momento, porém, sempre
dialogáramos sobre a possível pressa de podermos caminhar, com nossas próprias
pernas.
Também
sentira em
Marcos, algo
familiar.