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segunda-feira, 16 de março de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_VOZ DE TROVÃO


Quanto á minha mãe ,meu padrasto, meu irmão, e também a dona Rafaela, obviamente os amara, como pediram  para serem amados, como eles se colocaram dentro de meu coração.
Mesmo porque, sempre entendera, que amando muito alguém, na verdade, essa pessoa, vai ganhando espaço ou não , dentro do nosso coração depois, segundo suas atitudes.
A troca incitada pelo amor...
Então,  Marcos fora aos poucos, todos os dias, tomando um espaço maior, mediante a constituição de minha essência.
Éramos duas crianças adolescendo, talvez  com as mesmas histórias, pois que ele também ao sentir-se amado, começara a se cuidar melhor, e já melhorara como pessoa, se interessando pelos estudos, e eu além da dona Rafaela, sentira mais alguém cuidando de meu coração sedento de dar e receber amor.
Acredito que fora  amor, quem batera em nossas portas primeiro, antes da paixão, pois houvera nascido uma vontade imensa, de cuidarmos um do outro.
Começamos conversar, e falarmos sobre nossa vida, nossa visão de mundo, embora em apoucada idade, mas havia um brilhantismo , nos norteando, e nos fazendo entender, que descobríramos o caminho da paz e da felicidade.
Então pouco importaria todas pedras atiradas, em nossos caminhos, estaríamos mais atentos e cuidadosos, para que não tropeçássemos, sabíamos muito bem, das temeridades, que afrontávamos em nossa idade.
O amor fora iluminando, nossos frágeis discernimentos.
E como flores miúdas, surgindo em talos delicados, no meio de uma bruta floresta, carecíamos de amparo, quando nossas dúvidas e interrogações eram tantas, em tão poucas respostas.
Começáramos entender, que nem todas as respostas da vida, nos são dadas dentro de nosso círculo familiar.
Descobrira com Marcos que jamais se flexiona amor, sem primeiro flexionar amizade e companheirismo, a atração que sentíramos um pelo outro, fora equiparada também, com o desejo de nos amararmos mutuamente.
Fôramos certamente, um para o outro, uma multidão preenchendo nossos espaços carentes de amor, compreensão e validação pelo que vivêramos e realizáramos.
Enfim, fôramos tudo que pudéramos ser...
Tínhamos nossos encontros preenchidos, pela compenetração do encanto, que fora brotando entre nossas trocas e revelações, portanto, buscá-las, nos faria crescer, em grande extensões, e por todas as partes.
Fora numa manhã de abril, na hora do intervalo, estávamos no pátio da escola, e eu pudera olhar bem de perto uma quaresmeira, que florescia meio fora de época, vira nas pétalas delicadas, um resquício dos melindres, também uma espécie de delicadeza tão dependente e sem igual.
Estivera tão pensativa comigo mesma, porém me sentindo no auge da elevação, era uma sensação indescritível, sentira um encaixe dentro de minha essência que me punha em sintonia com o que houvera de mais nobre então.
Reiterando, nunca tivera a pretensão de ser uma garota perfeita, nem mesmo para mim, mas todos os dias, acordara me prometendo me dar o melhor.
Aquele dia, Marcos havia faltado da aula porque estava doente, com gripe e febre, sua mãe viera avisar, pois não morávamos longe da escola, nem eu ,nem ele.
Impressionante como a ausência dele, deixava aquele pátio extenso e vazio,eu andara de um lado para outro, houvera me afastado um pouco de minhas amigas, quase sem perceber, porque meu tempo fora dedicado ao meu grande amor.
Um vento gélido principiando quase um inverno, fazia as folhas secas e as pétalas das quaresmeiras rodopiarem no cimento,eu mantivera meu coração acomodado, pois conjeturara saber, aonde caminharíamos doravante, quando ainda o tempo não nos permitia, soltar as amarras, e se permitisse não teríamos onde nos escondermos das intempéries, e nem encontraríamos subsídios para nossa sobrevivência.
Sempre assimilara o entardecer da vida, com o amanhecer, eles sempre dependem de uma incógnita feito a noite.
Haviam momentos, em que milhões de sonhos vinham em meu pensamento, constituindo assim, um futuro promissor para nós dois.
Outras vezes,eu me achara amadurecida demais para minha idade, pois com doze anos ainda deveria deixar a vida correr solta, e pensar apenas no presente momento, curtindo o nosso amor adolescente, como essa acomodação, que me perpassara no momento, porém, sempre dialogáramos sobre a possível pressa de podermos caminhar, com nossas próprias pernas.
Também sentira em Marcos, algo familiar.

terça-feira, 10 de março de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_VOZ DE TROVÃO


Leo passara a manhã na faculdade e á tarde estudando, á noite me buscara no colégio e conversáramos um pouco, nossa vida havia ficado muito mais acelerada, mas mesmo assim, tínhamos um tempinho para nos vermos.
Eu gostava da seriedade de Leu, falara pouco, mas tudo que dizia tivera sentido, também gostara muito de brincar, em certas situações hilárias ocorridas, tanto comigo, como com ele.
Pois me passara total segurança, em sua maneira de ser, de se respeitar e fazer respeitado, sem se preocupar com o mundo ao nosso redor.
Eu fora muito feliz nas minhas amizades também, sempre tivera amigas sinceras, com as quais, eu pudera sempre compartilhar meus segredos,enfim,minha vida particular.
 Elas também me confidenciaram muita coisa...
É claro que ninguém pode ter um milhão de amigos,eu tivera colegas de trabalho, de escola, conhecidas e amigas verdadeiras.
Eu gostara muito do outono, pois sempre apresentara um clima ameno e tão acolhedor, gostara de poesias, mas tinha no Pablo Neruda e no Fernando Pessoa, minhas prediletas.
Eu dividira minha vida com Leo e os livros, lembrara que Marcos lera todos os livros junto comigo,já o Leo amava sair, praticar esportes.
Uma tarde meu celular tocou e eu não reconhecera o número, mas ao atender reconhecera a voz, era Marcos,eu em meio ao atendimento, pedira licença e me recuara para atendê-lo.
Ele me relatara que também estava trabalhando e que continuara estudar á noite, disse que sentira minha falta, mas mediante tamanha solidão houvera arrumado outra namorada.
Eu rira e dissera que não precisara se justificar,eu também houvera feito a mesma coisa, e sinceramente, dissera a ele, que a felicidade dele me fizera feliz também.
Ele fora de uma elegância tamanha, e também indescritível, percebera o quanto ele houvera crescido, também me perguntara sobre os livros, se eu continuara lendo e me dissera:
Que livro você está lendo agora?
Eu dissera: Pássaros Feridos.
Coincidência ou não, ele me disse ter terminado recentemente de lê-lo.
Minha mãe e meu padrasto, esticaram as férias, porque as aulas de meu irmão começariam uma semana depois, ele iria para a quarta série do Ensino Fundamental. Naquela semana, eu cuidara da casa e das minhas roupas, minha comida também.
Gostara da experiência, e sonhara um dia ter meu cantinho, e não aborrecer ninguém.
Mesmo porque, à medida que eu e meu irmão crescíamos, as desavenças cresciam também, nem seria tanto entre nós, não fosse a interferência de minha mãe, que sempre me culpara por tudo de ruim, que acontecera na vida dela, e elogiara meu irmão por tudo de bom, que ela sempre tivera.
Eu não conhecera meu pai, e também tinha um certo receio, em falar sobre ele, pois minha mãe, uma vez contara ao meu padrasto, que viera me dar broncas, dizendo que eu era mal agradecida.
 Então, eu procurara sempre ,olhar para o lado mais doce da vida, deixando os pormenores e chateações para trás.
E assim fizera...
Acreditara, que todo mundo precisara adquirir, uma certa estratégia para poder viver em paz, em harmonia consigo mesmo.
 Também acreditara na estratégia de que, mediante as detrações, tivera o direito de rechaçá-las, fazendo com que as mesmas, não me pertencessem,curioso fora perceber quão maravilhoso resultado, isso surtira.
Talvez essa estratégia, eu tenha absorvido, com a maneira de viver do Leo,embora ele tivesse uma família espetacular, mesmo assim, jamais ele se aborrecera com coisa alguma.
O tempo fora passando e aquele ano, tínhamos nossos encontros toda noite na saída das minhas aulas,eu vivia muito cansada porque levantara muito cedo e deitara muito tarde, mesmo assim, a juventude sempre acrescentara, uma certa vitalidade a mais na vida.
Já não tínhamos o sôfrego da paixão inicial, mas a ela havíamos agregado o amor, a confiança, e Leo passara a ser minha vida.
Ele fora como um modelo diferente, seguro e perspicaz, que eu tivera para reproduzir em mim também, mesmo que não fosse com tanta suavidade e intensidade ao mesmo tempo, mas o importante, que soara sempre como uma advertência colada em mim, para que jamais, de tal esquecesse.

FRAGMENTO DO LIVRO_VOZ DE TROVÃO


Sempre contara até mil, antes de ligar para Leo, também nunca me incomodara aparentemente, quando alguma menina lançava um olhar diferente sobre ele.
Porém, interiormente eu ficara com ciúme, pois ele era um rapaz muito lindo, e eu até entendera, pois ele chamara atenção, por onde passara.
Uma noite numa balada, um rapaz havia bebido muito, e viera me arrastar para o meio da pista, naquele dia, Léo partiu para cima dele, e foi muito complicado, provocando um alvoroço no outro dia, e um falatório pelo bairro onde morávamos, minha mãe e meu padrasto ficaram sabendo.
Eles esperaram eu chegar da escola e me disseram mil coisas, dizendo que a culpa era toda minha, que eu sempre provocara os rapazes, com minhas saias curtas,eu entrei no meu quarto e me sentindo um lixo, chorei muito.
Não porque me sentira culpada, mas sim, injustiçada.
No outro dia pedira desculpas ao Leo,que se envolvera em briga por minha causa, ele me assegurou com  toda certeza, de que a culpa não fora minha, a partir desse dia, passara a perceber, que sem o Leo,eu nada seria neste mundo, então minha paixão e amor, foram reforçados, como sintoma de pura gratidão.
Estávamos no começo de outono, e uma lua imensa, na noite, postada no céu,vínhamos caminhando por entre os arvoredos da rua, e tudo parecia tão especial, tão acolhedor ao lado dele.
Depois desse dia, meu padrasto, ficara extremamente implicante comigo,tudo que eu fizera dentro daquela casa, era motivo para ele esbravejar e já tocar no assunto.
 Minha mãe também concordara com ele, dizendo que eu também devera estar bêbada ,ou coisa assim, para ser motivo vexatório na balada, e que meu namorado deveria largar de mim.
Eu sempre me trancara no meu pequeno quarto e chorara muito, enfiando em minha consciência a culpa de tudo.
E daí, começaram a surgir outras acusações, fazendo um jogo de fatos, e acontecimentos, que acabavam me deixando confusa comigo mesma.
Ora fora porque eu tivera largado a porta aberta ao voltar da escola,ora porque eu houvera deixado a luz do banheiro acesa, e dentre as coisas que eu fazia, começara a ter duvidas até de minha sanidade, mas eu lembrara de Marcos e sua família, então uma luz acendera em meu caminho, pois ele houvera me dito qualquer coisa desse tipo.
Também lembrara quando ele apanhara de seu pai na minha frente, senti um aperto no coração, por isso, se os pais soubessem quanto é doloroso um filho apanhar na frente dos amigos, jamais o fariam, imagine na frente da namorada.
Mediante o que eu estivera passando, pudera avaliar o quanto fora difícil para ele.
Uma noite eu estava dormindo e acordara assustada, com uma mão passando pelo meu corpo, com minha boca tampada , um corpo brusco e pesado debruçado sobre mim, era meu padrasto,eu começara a me debater, ele tentara me sufocar, dizendo que me mataria, seu eu abrisse a boca.
Eu ficara me debatendo, enquanto ele rasgara toda a minha roupa, e invadira minha privacidade, da maneira mais absurda e cruel que possa existir, nesse momento eu arranhara o seu rosto, fincara minhas unhas, mas ele me estapeava e segurava minhas mãos,eu tentara gritar mas ele estava me sufocando, isso parecera durar uma eternidade, depois ele me disse, que ia me soltar, mas se eu contasse para alguém o que havia acontecido, ninguém iria acreditar, pois ele iria dizer, que eu que houvera lhe provocado.
Quando ele saiu do quarto, fui ao banheiro, abri o chuveiro tapando a boca para conter o choro enquanto me esfregara.
Porém,eu me sentira suja por dentro, uma sujeira que mesmo me esfregando com bucha e sabão, parecerá não sair, ficará impregnada na alma, depois sentira vontade de vomitar e vomitei bastante, sentada no chão do banheiro, sentindo a pressão baixa sem conseguir levantar.
Lavara o banheiro me arrastando voltara para minha cama, como minha porta nunca tivera chave,encostei minha cômoda na porta,arrastando.
Nesse momento eu contemplara suicídio, pois eu já estava morta e doravante viveria sem vida.
Terminaria com o Leo porque não teria coragem de contar, tamanha vergonha, nojo e revolta me invadiram.
Acabara dormindo e quando acordara no outro dia, levantara e me dirigira ao trabalho sem tomar café,sem vontade de nada,evitando ter que confrontar com aquele monstro.
Eu soubera da dependência de minha mãe em relação a ele, portanto começara a arquitetar um jeito de sair daquela casa o mais rápido possível,eu estava liquidada, destruída.

quinta-feira, 5 de março de 2015

O FUTURO PRESENTE

Se a vida for movida a desafios, então a maturidade te desafia a ser melhor...Conserte todos os teus erros e te prepare para os acertos.
A vida pode apresentar mais tranqüilidade depois das tarefas cumpridas, respire o ar puro dos direitos, pois os deveres foram entalhados.
Reduza teu ritmo, porém jamais te julgue incapaz, afinal, conseguiste muitas coisas, olhe para trás...São muitas, não?
Cuide de tua aparência e jamais admita a concepção de que na juventude tudo era diferente, estás como era antes, porém mais bem lapidado.
A sabedoria te conduzirá ás descobertas inusitadas, a ser bem melhor do que até então,tem sido...
Jamais te permita magoar, nesta fase da vida, teu interior precisa estar sempre sintonizado e administrando planos de felicidade presente.
A solidão é um sentimento, o qual jamais poderás sentir, lhe seja uma boa companhia,faça o que gosta,assim viverás em paz.
Fuja das conversas negativas e também de oba oba,á respeito da maturidade, que esta seja plena,porém vivida em harmonia,acredite em ti, e sorria, pois o futuro chegou trazendo todos os sonhos de poder viver.