Leo passara a manhã na faculdade e á tarde
estudando, á noite me buscara no colégio e conversáramos um pouco, nossa vida
havia ficado muito mais acelerada, mas mesmo assim, tínhamos um tempinho para
nos vermos.
Eu
gostava da seriedade de Leu, falara pouco,
mas tudo que dizia tivera sentido, também
gostara muito de brincar, em certas situações hilárias
ocorridas, tanto
comigo, como com ele.
Pois
me passara total segurança, em sua maneira de ser, de se respeitar e fazer
respeitado, sem se preocupar com o mundo ao nosso redor.
Eu
fora muito feliz nas minhas amizades também, sempre tivera amigas sinceras, com
as quais, eu pudera sempre compartilhar meus segredos,enfim,minha vida particular.
Elas também
me confidenciaram muita coisa...
É
claro que ninguém pode ter um milhão de amigos,eu tivera colegas de trabalho,
de escola, conhecidas e amigas verdadeiras.
Eu
gostara muito do outono, pois sempre apresentara um clima ameno e tão
acolhedor, gostara de poesias, mas tinha no Pablo Neruda e no Fernando Pessoa,
minhas prediletas.
Eu
dividira minha vida com Leo e os livros, lembrara que Marcos lera todos os
livros junto comigo,já o Leo amava sair, praticar esportes.
Uma
tarde meu celular tocou e eu não reconhecera o número, mas ao atender
reconhecera a voz, era Marcos,eu em meio ao atendimento, pedira licença e me
recuara para atendê-lo.
Ele
me relatara que também estava trabalhando e que continuara estudar á noite,
disse que sentira minha falta, mas mediante tamanha solidão houvera arrumado
outra namorada.
Eu
rira e dissera que não precisara se justificar,eu também houvera feito a mesma
coisa, e sinceramente, dissera a ele, que a felicidade dele me fizera feliz
também.
Ele
fora de uma elegância tamanha, e também indescritível, percebera o quanto ele houvera crescido, também me
perguntara sobre os livros, se eu continuara lendo e me dissera:
Que
livro você está lendo agora?
Eu
dissera: Pássaros Feridos.
Coincidência
ou não, ele me disse ter terminado recentemente de lê-lo.
Minha
mãe e meu padrasto, esticaram as férias, porque as aulas de meu irmão
começariam uma semana depois, ele iria para a quarta série do Ensino
Fundamental. Naquela
semana, eu
cuidara da casa e das minhas roupas, minha comida também.
Gostara
da experiência, e sonhara um dia ter meu cantinho,
e não aborrecer ninguém.
Mesmo
porque, à medida que eu e meu irmão crescíamos, as desavenças cresciam também,
nem seria tanto entre nós, não fosse a interferência de minha mãe, que sempre
me culpara por tudo de ruim, que acontecera na vida dela, e elogiara meu irmão
por tudo de bom, que ela sempre tivera.
Eu
não conhecera meu pai, e também tinha um certo receio, em falar sobre ele, pois
minha mãe, uma vez contara ao meu padrasto, que
viera me
dar broncas, dizendo que eu era mal agradecida.
Então, eu procurara sempre ,olhar para o lado
mais doce da vida, deixando os pormenores e chateações para trás.
E
assim fizera...
Acreditara,
que todo mundo precisara adquirir, uma certa estratégia para poder viver em
paz, em harmonia consigo mesmo.
Também
acreditara na estratégia de que, mediante as detrações, tivera o direito de
rechaçá-las, fazendo com que as mesmas,
não me pertencessem,curioso fora perceber
quão maravilhoso resultado,
isso surtira.
Talvez
essa estratégia, eu tenha absorvido,
com a maneira de viver do Leo,embora ele
tivesse uma família espetacular, mesmo assim, jamais ele se aborrecera com
coisa alguma.
O
tempo fora passando e aquele ano, tínhamos nossos encontros toda noite na saída
das minhas aulas,eu vivia muito cansada porque levantara muito cedo e deitara
muito tarde, mesmo assim, a juventude sempre acrescentara,
uma certa vitalidade a mais na vida.
Já
não tínhamos o sôfrego da paixão inicial, mas a ela havíamos agregado o amor, a
confiança, e Leo passara a ser
minha vida.
Ele
fora como um modelo diferente, seguro e perspicaz, que eu tivera para
reproduzir em mim também, mesmo que não fosse com tanta suavidade e intensidade
ao mesmo tempo, mas o importante, que soara sempre como uma advertência colada
em mim, para que jamais, de tal esquecesse.