As avenidas pareciam contornarem o mundo, naquela manhã de abril.
O vendedor de picolés, bem pouco arrecadara, certamente naquela época, mais especificamente, naquele dia, pois o outono houvera colocado uma certa brandura no clima,fazendo as pessoas procurarem mais chocolates quentes e cafés também.
Minhas mãos e meus pés estavam gelados,pois acostumada a sair de casa sem agasalhos, nessa época, e percebera a invernia, quando já estivera na rua.
Eu trabalhara numa confecção de roupas,cujos chefes eram simplesmente cruéis,pois um minuto de atraso e os portões deliberadamente cerrados.
Ele nos obrigara a trabalharmos de vestidos,naquela época sua religião não permitira mulheres usando calças compridas.
Realmente, naquele dia em especial,jamais esquecera o frio que eu passara ,enquanto o dia se arrastara.
Na hora do almoço,era um silêncio total.
Eu não conversara com ninguém,pois houvera pouco tempo que trabalhara em tal confecção de roupas masculinas,e para ser mais específica,camisas.
Eu jamais soubera quem eram os donos da indústria,mas jamais esquecera,quem foram meus chefes.
Uma moça loira e alta ficara tomando conta do andamento do serviço,enquanto aquele homem estúpido e estranho,cuidara de compras e vendas de produtos.
Comprara tecidos,aviamentos e vendera os produtos prontos.
Cada costureira trabalhara fazendo determinada parte da peça.
Uma fazia somente o punho, outra somente colocara os bolsos,outra fechara a peça, e para mim sobrara os colarinhos.
Eu não conseguira render porque fora um serviço chato e minucioso,uma camisa com o colarinho mal feito,sem chances de passar pela seção de controle de qualidade.
E o inverno naquele ano começara mais cedo e gelado.