Quando chegara o dia de conhecer Astor, na estrada Helena resolvera ligar para Geraldine, e ao saber que esta estivera plantando margaridas dissera:
Tu és uma infeliz mulher!
A vida é para viver o agora ,o momento, e tu estás plantando margaridas para levar ao morto?
Geraldine ficara em silêncio e depois redarguira:
Quando eu encarara a verdade, meu sofrimento fora um tipo de compensação, meu sentimento de culpa por uma relação fracassada também, porém as falácias, foram apenas maldades e humilhações
Claro que para Helena, em plena escuridão em que vivera, a morte de Manuel, seria um começo doloroso e solitário para Geraldine , pois simplesmente esta viveria das recordações apenas.
Nada sabendo sobre a vida particular da irmã, pois faltara-lhe capacidade, vontade para discernir algo que não fosse apenas bisbilhotar.
Helena parecia estar disposta em colocar a verdade em sua vida,porém,ela mal soubera que Geraldine pressentira tudo, desde e sempre.
Desligara o celular e continuaram a viagem.
Para Geraldine encontrar um empata seria uma bênção na vida, mas ela jamais procurara, porque sempre fora um forte atrativo para narcisistas.
Esses seres perversos se nutrem com o sofrimento alheio, primeiro seduzem ,depois mantêm uma relação ,que oscila entre tratamento de silêncio e volta.
Geraldine estivera preparada, ao conhecer Carlos ,portanto soubera se proteger mais, mas fugir do
contato de Helena era muito difícil ,pois eram pessoas da mesma família.
Helena amanhecera se achando estranha, pois sua dermatologista havia exagerado no ácido botulínico, ficara aborrecida, nervosa e durante a viagem infernizara a vida de seu motorista com reclamações sobre o procedimento errado.
Helena imaginara, que o motorista, além de conduzi-la, tivera a obrigação de ouvir suas revoltas e reclamações o tempo todo.
E fora o que ela fizera durante os trinta anos em que ele a servira, porém naquele dia, ele fora ficando enfastiado, porque a viagem era meio longa e ele precisara se concentrar pois o trânsito estava bastante intenso.
Num dado momento, sem pensar ele dissera:
Senhora Helena, eu nada entendo de procedimentos estéticos, minha esposa nunca usara esse tipo de coisa,portanto,assunto encerrado.
Helena ficara nervosa e começara a gritar com José, que pedira desculpas logo depois, mesmo assim, fora o suficiente para ela tornar a vida dele um transtorno a viagem inteira.
José apenas seguira suas ordens, jamais perguntara coisa alguma, nem mesmo procurara saber o que ela fora fazer em São Paulo.
Um silêncio profundo depois invadira a viagem, pois José estivera um tanto quanto cansado e Helena insatisfeita.
O tempo fora passando, ela pedira para ele entrar no próximo posto e assim ,que o próximo posto surgira ,ele entrou.
Ela ordenara, para que ele fosse comprar água, enquanto ela tomara uma xícara de café.
José precisara respirar para se recompor ,antes que tudo pudesse gerar consequências desastrosas na vida dele, e depois de quase trinta anos de serviço, não estivera disposto a ser mandado embora ,sem direito algum, pois ele soubera muito bem quem era sua patroa.
Uma eterna insatisfeita e mimada, que vivia a reclamar de tudo, fosse com ele, com a empregada e a faxineira também.
A vida certamente houvera se tornado um tédio, quando nenhuma habilidade desenvolvera, quando praticamente se tornara uma dependente das conversas rasteiras de chats e das reuniões com as amigas regadas a muita cerveja.
Era normal quando saíra ligar para o motorista buscá-la bêbada e falando palavras sem nexo até pelos cotovelos.
Ela mesma se incumbira de espalhar pela cidade, cujo núcleo social frequentara quem realmente era .
Muitas vezes , quando esta extrapolara, José precisara ajudá-la a subir a escada e colocá-la na cama.
Joãozinho nos anos de término da relação, jamais dissera palavra alguma, pois qualquer palavra em tal momento sempre formara uma confusão catastrófica.
Depois de uma ou duas horas, ela sempre estivera renovada do porre para recomeçar a conversa com amigos do chat.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha