Ela recebera a chave, esperara o elevador e subira, entrara no segundo andar e
olhara o contorno, e lá estava ele “vinte três”.
Ela parara ali em frente a um espelho e nada estava bem consigo,irritadíssima,porém,precisaria esconder essa fraqueza, e chegar ostentando a mulher feliz e carinhosa, que vendera nas entrelinhas para Astor.
Ensaiara o melhor sorriso, pegara a chave e aos poucos fora girando devagar, e ouvira uma música, que sempre ouviam no chat.
Ouvira a água caindo do chuveiro, sentara numa cadeira ao lado uma mesa posta com guardanapos, talheres e pratos, tudo do mais fino gosto.
O chuveiro parecia um convite mas Helena ficara sentada e um pouco ansiosa.
Ouvira as músicas e ficara recordando desde o primeiro dia do encontro com Astor,quando sua vida afetiva mudara completamente,pois o amor de Astor ,acrescentara mais alegria em sua vida,coisa que jamais vivenciara com Joãozinho.
Helena recostara na cadeira e se pusera a pensar em tudo como um fato já consumado.
Se imaginara em Paris no L’atelier Joel Robuchon por ser considerado um dos melhores restaurantes de Paris.
Aliás, existira um outro famoso na cidade luz: um que fica em St. Germain e outro que fica próximo da Champs Elysees. Mas ele também existe em outros locais no mundo, como em Nova York e Las Vegas, nos Estados Unidos, em Londres, na Inglaterra, e em vários locais no Oriente.
O almoço do L’atelier Joel Robuchonn funciona com menu executivo.
Já o jantar é mais rebuscado e, além de ser imprescindível a reserva, carece estar disposto para pagar.
Isso jamais nos será problema ,pensara Helena:
Afinal,depois de tantos anos de espera, nós merecemos!
Ela ouvira o chuveiro sendo desligado e juntamente com o perfume do sabonete um cheiro de suave colônia.
Quando a porta do suíte abrira, ela sorridente empalidecera e ele também.
Ela começara esbravejar e gritar esquecendo que estava no hotel: O que você veio fazer aqui?
Bisbilhotar minha vida?
Ele respondera:
Eu é que lhe pergunto:
O que está fazendo aqui? Anda me traindo é isso?
Ela respondera:
Quem me trai és tu com aquela sirigaita, deve ter marcado encontro com ela.
Ele respondera: Eu não!
Eu vim a negócios.
E Helena completou:
Eu vim fazer compras.
E lá estava ela a“ mentira entre os dois” e nenhum deles assumia a verdade e a discussão continuara, porém eles estavam liquefeitos e perdidos dentro de si mesmos.
Sem saber o que fazer, ele chamara um táxi e fora embora. Helena sentia a cabeça girando sem entender a situação.
Descera na portaria do hotel, e fizera reclamações, dizendo que haviam trocado de quarto, o administrador do hotel mandou chamar todos os recepcionistas, conferiram tudo e nada tinha de errado.
Ela desabara em prantos sentada numa sala de visitas, sem entender porque Astor não aparecera.
E conversando com uma senhora ali sentada, a senhora lhe dissera:
Calma:
Aproveite!
Descanse um pouco, ele pode ter tido problemas na viagem.
Como?
Redarguiu Helena:
Ele esteve aqui de manhã, segundo o pessoal da portaria.
Helena começara um monólogo consigo mesma dizendo:
Acho que vou enlouquecer,!
Como é possível acontecer um fato tão esquisito?
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha