Helena jamais soubera, que Joãozinho frequentara chats ,e
Joãozinho também desconhecera esse fato em Helena.
Os anos foram passando, e simplesmente nada mudara para eles, mesmo as viagens e o mundo que caíra na palma da mão ,num estalar de dedos, pudera acrescentar algo mais interessante e feliz.
O geriatra recomendara modulação hormonal entre as vitaminas, e tudo parecera uma corrida contra o tempo.
Ciente de que o dinheiro lhe acrescentaria, a juventude eterna
,Helena recorrera aos mais diversos e discretos procedimentos,
estando sempre com a imagem impecável.
A modernidade líquida, fizera com que o mundo fora habitado por "seres humanos", e simplesmente "seres" também.
Aos seres humanos, envelhecer fora um entardecer sereno, uma beleza calma, uma brisa fresca soprando numa tarde de outono.
Estes conseguiram extrair da vida, cada instante de felicidade, proporcionada pelos mais diversos fatos, as mais simples realizações, enquanto os seres, desesperadamente corriam em busca de todo tipo de prazer ,que pudera advir de fora para dentro.
Portanto, a imagem concreta da felicidade, jamais pudera aniquilar sua lapidada beleza.
As festas, o requinte dos prazeres, artificiais, depois de uma certa idade, quando não houvera crescimento espiritual, tornara-se um tanto amargo, ou insosso.
A vida sempre fora como um leque, que aos poucos fora se abrindo até seu ponto máximo, e a partir de tal ponto, o crescimento espiritual para os seres humanos fora impossível.
Contudo os seres incapacitados dos sentimentos mais nobres e verdadeiros, começaram angariar o desprazer em seus celeiros, assim sendo, por terem noção vagada, do que seja realmente felicidade.
Então intensificaram a mistura de prazer, visto que a impotência já os abatera, quando tudo fugira de uma ordem natural.
Exatamente aí é que o mundo liquefeito começa a se separar, a veridicidade permanece firme entre seus adeptos, enquanto a aleivosia arquiteta mil subterfúgios, tentando angariar uma nova forma de felicidade concreta coexistente.
Porém, a felicidade abstrata ,sempre passeara mediante o olhar sereno e tranquilo, de quem sempre a vivenciara, em simples e pequenos fragmentos.
Envelhecer, é simplesmente poder desfrutar mais tempo da vida, enquanto outros ,embarcando muito mais cedo no tempo, quase sem tempo, de verem o por do sol.
A vida e seu encanto, simplesmente se embasando no fato da existência, porque tudo que existe fenece, apenas não fenecendo, o que jamais fora existência, então, a finitude sempre valorizara a vida, enquanto estendera mais tempo, para os possíveis alinhos, assim tendo a certeza, de uma volta para casa tranquila.
Outros rapidamente mantêm seus tempos cumpridos e rumam de novo para casa.
O apego exacerbado ao mundo e aos bens possuídos, fizera com que a maior parte da população abastada esquecesse tal fato, desconsiderando tal assunto, classificando como:
Constrangedor e de muito mal gosto...
Geraldine ao perder seu grande amor, passara a viver mais perto do sol poente, e o sofrimento lhe concedera tal coragem, tal fortaleza ,estando convicta ,de que amar valera a cada lágrima derramada ,pela ausência de seu grande amor.
Mesmo ausente, o amor compensa o fato de ter existido, premiando o coração com sua eterna presença, enquanto que a incapacidade de amar, sempre fora constante desassossego, que numa busca incessante os desarmados de tal sentimento, lutam incansavelmente na busca do prazer, e sendo o prazer momentâneo, exigira sempre mais e mais.
Contudo para estes, isto fora a felicidade...
Um grande caos se aproximando e a população dormindo e anestesiada pelas fantasias.
Falácias, fake news, e outras noticias mais, misturadas na composição de uma bebida específica, desenvolvida para que todos e todas dela provasse, gota por gota, até o final.
Era o assunto mais raso do momento, quando não houvera envolvimento da população, em se apressar, para algo tão circunspecto.
Soltos nas mãos dos poderosos, se consideravam super protegidos e super valorizados também, enquanto a veridicidade feito um barco frágil, velejara contra a correnteza.
Assim se mantendo presos e alienados, dentro da caverna.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha