O que Helena jamais descobrira, fora uma formosura , se aprimorando fora do corpo, que aos poucos se exteriorizava, em seres humanos , cuja existência aquilatara simplesmente inserida ,em cada detalhe do presente momento sempre.
Jamais soubera, que quando ordenara aos marionetes rirem alto, porque diferentemente de rir ,fora sorrir, e este, jamais fizera em toda existência.
Jamais observara, que numa aglomeração enfastiada, como numa fila, alguém sorrindo para alguém, parecera, que instantaneamente tudo mudara entre muitas pessoas.
Jamais observara que a única certeza que nos põe em conivência com a paz fora a verdade.
Infelizmente fora vivendo ,de uma dualidade fora do comum, e juntamente com ela, um grupo de pessoas, que se misturaram dentro da própria existência, deixando de ser, para realmente parecer.
Aquela tarde de sábado, tanto ela quanto Joãozinho ,passaram
trancados em seus escritórios, sem se verem, nem se notarem.
Os diálogos tornaram-se monossilábicos entre eles ,que se limitavam ás necessidades do momento, como está quente, o tempo mudou ou outra coisa qualquer.
Rosa, que era o apelido de Helena, estivera com Astor a tarde inteira, eram piadas risos e a conversas habituais, que nada agregara á inteligência para ambos, mas muito ao prazer aos quais viviam sedentos, precisavam desse suprimento, para se declararem felizes.
O sexo enquanto amor, fora sempre , o encontro da essência com toda magia e encanto que possa existir, o que se lamentara, é que houvera uma restrição para uma parte da população,portanto,quando duas almas compatíveis se encontram, nada no mundo os separa .Porém, sexo nunca fora para se divertir, para tirar proveito ou coisa assim e o termo “fantasia” dentro da sexualidade, implica numa impotência nas pessoas ,cuja capacidade natural para tal, já fora ausentada.
Era um outono chegando e casais apaixonados, esporadicamente
caminhando de mãos dadas pelas ruas da cidade.
Porém, sempre fora uma cena maravilhosa e digna de observação, principalmente quando esses apaixonados vivenciaram milênios, para terem plena certeza, sobressaindo-se dentre o mundo líquido.
Geraldine se ausentara, e fora morar numa cidade balneária do Litoral Norte,entendera que lá terminaria sua existência, pois a falta do amor em sua vida ,fora um agravante,quando deprimida perdera a vontade de sair de casa ,e já aposentada e sem filhos,fizera de si mesma sua companheira e confidente.
Sempre fora cordial com a vizinhança,porém possuíra algumas excentricidades, que nada mais fora do que viver o tempo inteiro trancada dentro de casa.
Ao contrário do que parecera ao mundo, Geraldine vivera em paz consigo mesma e mantivera boas amizades, com ex colegas de trabalho muitas das quais, verdadeiras amigas.
Diferentemente de Helena, Geraldine sempre procurara a essência das coisas, o sentido exato e em suma a lapidação da verdade escondida dentre os destroços da mentira.
Fora uma fase da mentira predominando em todos os sentidos, manipulando pessoas, causando pânico, onde o escopo narcísico da medicina associado as grandes empresas mundiais, punham uma população em conflito.
Porém, para Geraldine nada a aterrorizava, apenas sentira angústia por não saber ao certo, o que estivera por vir,quando a população encantada e distraída estava á beira do caos.
Um sono profundo abatera Geraldine durante o dia, como uma espécie de fuga, diferentemente do sono da noite, o sono do dia parecera carregar Geraldine para longe.
Este, que mais parecera um ensaio de coma,mas ela lutara o tempo todo para vencer tal sono incauto,mas sentira-se muitas vezes fraca e desanimada.
Geraldine simplesmente carregara a vida com todos os percalços,muitas vezes tão fragilizada, que mal rezara, apenas dirigira o pensamento a Deus e á Virgem Maria.
O corpo, muitas vezes o grande motivo da vaidade, sempre pesara muito quando este se sobressaíra demais, seja para suportar o peso dos dias, e também para carregar o peso da carga emocional.
Geraldine houvera aprendido muito com o luto e seu sofrimento, e entre as pesquisas estivera um fato reconfortante, provado pela Ciência e a Física Quântica.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha