Iríamos espalhando nossos exemplares por onde passáramos ,porém, uma certa reserva nos decepcionara, quando o amor nos juntara, houvéramos sonhado,tanto eu como o Renato,que constituiríamos uma família exemplar,fora muita pretensão...
Por outro lado, jamais pudéramos viver a vida lamentando o perfil de nossa neta de Évora,que deixara a família desprovida de confiança,de esperanças em relação a ela, e desprovidos de tudo que juntáramos a vida inteira.
Ela jamais soubera amar,faltara-lhe a capacidade o sentimento,Júlia fora uma pedra bruta dentre as pérolas que juntáramos.
Eu aprendera a diagramar livros e juntamente com Renato realizáramos alguns trabalhos extras, os quais, financeiramente nos completara em alguns víveres.
Entendêramos, porque existem algumas pessoas jogadas pelas ruas, vivendo na miséria,cercadas das incertezas de sua própria sanidade.
O mundo caminha a largos passos para muitos encantos superficiais,enquanto regride para os verdadeiros, e uma saudade constante me abatera,imaginando poder simplesmente relembrar que tudo começa aos poucos e mediante nosso sono confortável.
Nossa neta de Évora representara apenas uma unidade, do escopo que dominara o mundo.
Quando conversáramos eu e Renato, pudéramos jogar todo desencanto para fora, e nos nutrirmos de nós mesmos, de nossa essência tão carente de multidões verídicas e amáveis.
Joaquim ,Cláudia , Júlia e Rafael, fora a prova de que tivéramos mil motivos para caminharmos recorrentemente plantando e colhendo flores.
Mesmo mediante alguns espinhos,porém a separação fora feita e nossas flores continuaram numa primavera constante.
A separação se constituíra involuntariamente, quando não nos restara outra opção.
Fora doloroso vivenciar tal fato,como acreditara ser para muitas famílias ,que conscientemente vivenciara o mesmo drama,fato este que mantém todos de mãos amarradas para oferecer ajuda, tendo que manter contato zero, para poder sobreviver.
Imaginara também, o quanto ainda a Ciência fora omissa quanto ao fato,muitas vezes tratando de pessoas que adoeceram em face do abuso, com remédios controlados,quando poderiam,cientes de tal fato,oferecerem no mínimo compreensão.
A caverna de Platão retratara nitidamente o Gaslighting, que é uma das formas de violência psicológica mais utilizada por agressores narcisistas ou sociopatas .
Surgira numa peça teatral em mil novecentos e trinta e oito, que depois fora adaptada ao cinema, onde o marido tenta manipular sua esposa apagando e ascendendo as luzes da casa do casal, que eram movidas à gás, fazendo com que esta pensasse que enlouquecera.
Tal tipo de violência psicológica , sempre fora muito frequente, mas pouco detectada por quem está sendo manipulado.
A palavra explana uma violência psicológica típica de relacionamentos tóxicos, em que o abusador distorce, mente e manipula a vítima até ela achar que enlouqueceu e está errada. Geralmente, quem manipula emocionalmente tende a desvalorizar, diminuir e confundir os sentimentos do outro.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha