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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

FRAGMENTO DO LIVRO_EXEMPLARES

E realmente, naquela quarta feira viera a surpresa, pois eu presumira porque fora fazer um teste de gravidez e não houvera dito nada ao Renato, na verdade, eu me preocupara muito em meio as conjunturas que vivêramos, recebermos um filho e apresentar a ele o mundo.
Claro que um bebê, á medida que fora crescendo, simplesmente adoraria as flores, as plantas, os animais, os mares e rios, o mais dificultoso para nós e para ele também, fora explicar que nem todo mundo tivera um coração capacitado para o amor.
Renato ficara muito feliz com a notícia e no meio da rua me pegara no colo e me fizera rodopiar.
Tu estás doido?
Dissera eu.
Sim!
 Doído de felicidade!
Ele respondera com o sorriso mais lindo do mundo, e esse momento ficara em minha memória, classificado como um dos momentos mais especiais.
Passáramos o resto da tarde comemorando num barzinho perto de casa com pizza e um jarro de vinho.
Fora maravilhoso sabermos, que de nossa fusão resultara uma outra pessoa que viera nos fazer companhia e alegrar as nossas vidas.
No outro dia contara para todo mundo no trabalho, e inclusive ligara para Celina, que me dissera estar saindo de uma crise muito forte, mas que não precisara de internação.
As filhas dela estavam trabalhando, pois como era final de ano, arrumaram empregos temporários numa loja de calçados e roupas no shopping de seu bairro.
Ela torcera, para que elas fossem contratadas definitivamente e eu também.
Renato tinha umas brincadeiras que me punham feliz, ligara várias vezes durante o dia para saber se o bebê estava me dando trabalho.
Ele adorava criança e não vira a hora, que nosso bebê aparecesse, e mesmo cientes da responsabilidade, que este implicara em nossas vidas, nós estávamos felizes ao extremo.
Na volta para casa Renato aparecera com dois embrulhos dizendo tratar-se de dois presentes.
Escondera um atrás esticando o braço dissera.
Tome este!
Abra!
Eu abri, e fora um buquê de flores naturais, delicadamente embrulhadas dentro de uma caixa, eu não entendera de onde surgira tal ideia.
Ele me dissera:
É o que me tens dado, desde que nos conhecemos, existe algo mais delicado, gentil e perfumado?
E me abraçara demoradamente.
O outro agora, dissera ele, me colocando outra caixa do mesmo tamanho na mão.
Muito bem embrulhada, porém, a caixa levinha e ao abrir uma chupeta de cor transparente e escrito:
Será ele ou ela?
Vai gostar ou não de chupetas?
Eu o abracei, também com o coração, pois Renato simbolizara para mim,o que a vida prometera e cumprira.

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha