O tempo fora passando ligeiramente e quando percebêramos estávamos no final do ano.
Era uma época em que eu e Renato gostáramos muito de andar pelas ruas depois do expediente, examinar as vitrines e ficarmos extasiados com o clima que a proximidade do Natal nos trouxera sempre, por outro lado, estivéramos tristes em função da crise pela qual o mundo estivera vivenciando, onde uma minoria abastada estivera manipulando suas vítimas, tentando se apropriarem de suas vidas e também do mundo.
As pessoas, cuja personalidade fora composta de benevolência e paz, jamais quiseram dominar outras pessoas e também dominar territórios,manipular,enganar ou mentir, portanto notáramos o mundo sendo dominado por um escopo dominador e insensível, cuja intenção fora acumular riquezas, esquecendo de que vivêramos apenas uma vida e desta leváramos atitudes e jamais algum pertence.
Mesmo assim, o intento da maldade e da corrupção tinham como estigma exterminar os fracos e intencionando com que prevalecera apenas os fortes, isso dentro da concepção oca e vazia destes exterminadores de vidas.
No meio de toda essa possibilidade, engendrara uma disputa acirrada, composta por fascistas e amantes do ódio, onde uma guerrilha disfarçada de boas intenções sempre prevalecera.
Como opção de felicidade, fingíramos ignorarmos a tal situação, ou simplesmente passáramos a segmentá-la
O amor tão difundido em todos os tempos, assim como os outros sentimentos nobres, sentíramos nitidamente, termos sido enganados a respeito, na maioria das vezes.
Precisáramos estarmos preparados para vivenciarmos as condições que apenas víramos com o coração, ou os olhos da alma.
A felicidade passara a ser uma encargo, pois notáramos não haver mais lugar para pessoas normais, quando o mundo se tornara dividido entre a verdade e a mentira, mesmo estas estando liquefeitas, a divisão existira, sendo percebida apenas por uma parte da população, dotados da inteligência emocional, cuja inteligência jamais permeara um ser cuja razão fora revestida de uma invernia humana, ou apenas seres vivenciando uma anomalia, ou incapacidade para a sensibilidade, onde suas certezas, jamais foram questionadas, mesmo porque, questionamento não fizera parte de seus mundos.
Era uma terça feira de novembro, no céu, o dia se entregara á noite, com uma cor ocre, refletida entre poucas nuvens, entre o prenúncio da lua cheia, entre uma ciranda de estrelas.
O calor das mãos de Renato em minhas mãos fora me dando a sensação de que uma paz pronunciada me permeara da cabeça aos pés.
O silêncio dissera sensações, para as quais, acreditara eu, não haverem palavras, juntamente com um sentimento de gratidão, pressentira que alguma ocorrência muito feliz estivera por vir á tona.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha