A gravidez fora, para mim,uma das melhores fases de minha vida, eu me sentira bem disposta e á medida que os dias passavam, eu começara aos poucos sentir os primeiros sinais de uma vida, levemente fluindo em mim.
Logo no início, era como se em meu "universo" interior, algo ondulara de vez em quando.
Sentira também, aquela presença marcante, respondendo ao nosso chamado, meu e de Renato, por isso, tão bem vinda, e querida, amada, a tal vida, que pedira passagem, para estar entre nós.
Eu fizera o exame da sexagem fetal, exame este, que tivera como objetivo identificar o sexo de nosso bebê, eu o fizera a partir da oitava semana de gestação, através de uma análise de meu sangue, em que fora verificado, a presença do cromossomo Y, que estivera presente no sexo masculino.
Então, demos as boas vindas ao nosso pequeno Joaquim, e á medida que o tempo avançara, mais e mais, eu sentira sua presença, depois de quatro meses, Renato também começara a participar das peripécias de nosso Joaquim.
Ás vezes ríramos muito quando Joaquim, já em maior tamanho, esticara suas pernas se remexendo muito, ás vezes eu pudera sentir seu calcanhar, deslizando pelas pontas de minhas costelas, fazendo cócegas.
Realmente, Joaquim fora um bebê muito comprido, e eu o sentia de maneira nítida, seus espreguiçares, seus soluços ás vezes, e á noite quando eu estivera dormindo e acordara, ele acordara também, sentira ele se remexer.
Ficáramos encantados com tal experiência, pois somos como um fruto contendo a semente da perpetuação em nosso interior.
Os frutos são polinizados pelas abelhas, para que ocorra o tal fato, no entanto, sempre assimiláramos a natureza, muito próxima da existência humana, e toda espécie de vida que esta comporta, parecera ser gerada e extraída de uma mesma receita.
Até mesmo a nossa constituição, composta de três partes líquidas e uma sólida, assemelhando á constituição do planeta em que déramos o nome de Terra, porque nela nós habitamos, mas, também pudera se chamar planeta água, sendo composto de três partes líquidas e uma sólida.
Joaquim, ainda nem nascera , porém, já nos ensinara muito, nos pusera a pensarmos e a refletirmos sobre a existência humana, e também os mistérios nela envolvida.
Eu sentira apenas minha barriga imensa, porém muito bem de saúde, fazendo as visitas mensais ao médico para que tudo fosse monitorado, como de costume.
Quando entrara no sétimo mês, sentira dores imensas na coluna, talvez em face da compressão de todos os órgãos, mediante a presença de Joaquim.
Mesmo assim eu continuara trabalhando, porque quisera ficar mais tempo com Joaquim depois de seu nascimento.
Ele pesara bastante, e no final do dia me sentira muito cansada, e ele também parecera pressentir tal cansaço, sendo seus movimentos mais leves.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha