Era um sábado á noite, e minha mãe fora em minha casa, me fazer uma visita, pois ela soubera, que o tempo de Joaquim nascer estivera se completando,eu sentira minha mãe me olhando de um jeito,como nunca houvera notado, ou como ela nunca me houvera olhado.
Durante a convivência com Joaquim, na gravidez,eu me reportara á minha mãe,quando já me sentindo mãe também, e entendera, porque veneramos tanto esta palavra.
Claro, que as mães são pessoas comuns,e existem pessoas,que apesar de gerarem filhos, jamais foram mães.
São aquelas mães narcisistas,cujo egocentrismo ultrapassa os limites da gentileza e do carinho,indo mergulhar no mundo da incompreensão.
A minha mãe me olhara, com uma certa angústia, porém, eu soubera, que para ela,gerar e dar a luz,sempre fora muito mais difícil.
E eu fora a Manoela, tão refreada e reprimida dentro de meu mundo infantil.
Talvez os traços de misoginia, que permeavam a minha infância e adolescência,fora um costume aderido, e trazido dentro dos genes,quando para ela também,deve ter sido muito difícil ser mulher.
Joaquim, fora o nome, em homenagem ao avô português, pai de Renato, que morava em Coimbra, juntamente com Isabel a mãe de Renato.
Renato nascera aqui no Brasil, e fora filho único, pois seus pais vieram morar no Brasil,logo depois de casados, porque Isabel era filha de brasileiros.
Eles gostavam do Brasil,mas assim que Renato e eu fôramos morar juntos,como o sonho de Isabel, sempre fora morar em Coimbra,eles se mudaram definitivamente,vindo nos fazer inúmeras visitas.
O pai de Renato mantinha uma situação financeira bem tranquila,o que permitia ao casal, viajarem bastante,minha mãe porém,nunca viajara a lugar algum.
Mas, voltando á minha percepção, em relação á percepção de minha mãe naquele dia, realmente ela estivera certa, quanto ao nascimento do Joaquim,ele nascera lindo e forte no domingo ás dez horas da manhã.
A primeira pessoa a aparecer na maternidade fora ela mesma,que emocionada me dissera,não querer ir para casa na noite anterior,pois tivera certeza, de que o Joaquim apareceria a qualquer momento.
Renato estava felicíssimo, e me levara um lindo buquê de flores silvestres,e dentro alguns bombons,pois ele sempre soubera que eu fora uma chocólatra inveterada.
Eles serviu bombons á minha mãe e Joaquim viera trazido pela enfermeira, com uma roupinha amarela, de uma malha bem macia, que Renato houvera comprado.
Muito bem!
Agora vai ser a primeira refeição do Joaquim!
Dissera a enfermeira, colocando aquela coisinha linda e quente no meu colo.
Todos estávamos boquiabertos!
E Joaquim não fez cerimônias,demonstrando muito apetite.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha