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segunda-feira, 26 de outubro de 2020

FRAGMENTO DO LIUVRO_EXEMPLARES

Quando nos referíramos ás mulheres de um futuro próximo,decidirem por regredirem e voltarem a ficar em suas casas se sentindo amadas e protegidas, jamais estivéramos sendo misóginos.
A constituição feminina,realmente sempre fora mais melindrosa e mais delicada, e absurdamente, eu recriminara o fato de que a mulher precisara medir força com o homem.
Renato sempre me atraíra tanto me protegendo,quando me acariciara,quando me mimara feito uma criança, trazendo um bombom no bolso do paletó.
Ele mandara eu enfiar a mão no seu bolso, eu rira muito, e amara tal atitude.
Jamais me sentira dependente dele,porém sua cúmplice,sua protegida,sua amada e  obviamente vice-versa.
Ele sempre fizera os pequenos reparos em nossa casa, jamais permitindo que eu os fizesse, porém ás vezes eu ia ajudá-lo porque também gostava de tais reparos.
Ele sempre fora hábil em fazer peças de madeiras,retocar paredes com pinturas,e me ensinara como fazer,eu ficara feliz em fazermos juntos.
Eu fizera algumas peças de madeira,por minha livre espontânea vontade,porém as que Renato fizera,eram maravilhosas.
Contudo sentira, um certo enfastio, pela palavra preconceito,onde a mesma, sempre mantivera uma série de ideias, presas a ideais, que jamais puderam fluir naturalmente.
Pensáramos eu e Renato:
Será que precisamos estarmos avaliando tudo de maneira tão retrógrada?
A palavra preconceito, então nos soara mais como um lembrete, do que uma justiça.
Este,ao invés de libertar,pensara eu:
Prende!
 Parecera vincular  mais e estimulando  tal embolia racional  permitindo com que, tudo se mantivesse  sob o mesmo impasse, pois tal palavra, sempre parecera, enfatizar  mais as diferenças, ao invés de amenizar.
Quem dera pudéssemos deslembrar a palavra preconceito, e sabiamente convivermos com diferenças, vendo nestas o belo, os complementos necessários ,como necessidades infalíveis,como nossas ideias pensamento desanuviados.
Embora eu fora criada, sob uma pressão misógina,meu intento ao longo da vida fora esquecer, e atingir minha libertação, pois  eu me dera o tal direito de ser, como eu bem entendesse.
Ora forte, ora frágil, ora corajosa,ora medrosa, sem jamais me deixar melindrar, pelos meus sentimentos empáticos, e tão acentuados.
Jamais me intimidar com as críticas infundadas sobre meu jeito tão específico de ser.
E com o tempo,fora sentindo gratidão por ser assim tão perceptiva, e porque errara muito, acertara tanto.
Amara sim,dizendo que amara, sem sequer esconder tal sentimento tão bom, e tão marcante em mim.
O fato de ter sido enganada, também jamais me tolhera,mesmo porque em mim sempre implicara, o fato de jamais enganar alguém.
O tempo de nossa neta  Júlia nascer estivera se completando, estávamos ansiosos para ver nossa crianças chegar.
Joaquim  e Cláudia optaram por deixá-la nascer em Portugal, pois os pais de Cláudia estavam ansiosos , pois seria a primeira neta para eles também, e assim como Joaquim,Cláudia era filha única.
Estávamos de malas prontas,pois passaríamos um bom tempo em Évora, os pais de Renato nos ligavam constantemente.
Eles eram duas pessoas incríveis que tivera eu o prazer de chamá-los de sogros.

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha