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domingo, 25 de outubro de 2020

FRAGMENTO DO LIVRO_EXEMPLARES

Celina ficara em minha lembrança como uma pessoa incrível,que mesmo tendo pouco contato,fora o suficiente para ser inesquecível,sofrera muito,houveram complicações e ela fora embora para um plano melhor.
Renato escrevera um livro tipo memorial,mandara publicar, e este fora muito bem recepcionado entre os mais vendidos.
Porque nunca acreditei em mim?
Dissera numa tarde de domingo sentado ao meu lado no sofá da sala.
Pois é querido,as vezes o caminho certo, sempre desponta depois do entardecer.
Ele vivera pegando atalhos, sempre fora um excelente funcionário,mas robotizado por metas,quando seu livro fluíra livremente de sua memória para as deliciosas páginas.
Assim como a vida sempre nos parecera tão simples,porém esporadicamente fora complexa, jamais vivêramos de momentos, lutáramos para encontrarmos, um ponto de equilíbrio, entre a razão e nossa essência.
Quando o tempo entre nós fora desenrolando anos e anos,fôramos entendendo uma certa cumplicidade nos unindo mais e mais.
Portanto, acreditara e sentira, que Renato buscara as mesmas parecenças,no entanto as interferências tantas, nos pusera aquém de nossos almejos longamente esticados no decorrer da vida.
Tivéramos sempre, um ao outro e tal fato, fora tão importante para mim, quanto para ele,sendo um ponto de apoio, um referencial, de ambos, para ambos.
Joaquim se casara com uma francesa chamada Cláudia,ela nascera na França, mas era filha de pais italianos.
Ele a conhecera em um desfile de moda,numa Noite Fashion em Portugal.
Nunca perguntara a Joaquim o que ele estivera fazendo no desfile de moda,mas tudo parecera meio destinado a acontecer.
Seis meses depois ela estava grávida,deixara as passarelas e virara mãe e esposa.
Era uma moça tranquila, de olhar amendoado,cabelos castanhos e longos,realmente de uma beleza física exótica e ímpar.
Eu os vira felizes, e ela sem pretensão alguma, de trabalhar fora,ou voltar ao mundo da moda.
Acreditara eu, mediante atitudes de Claudia em relação a escolha de vida, que algumas mulheres, ainda gostavam de serem as protegidas,as rainhas do lar e as mães presentes para seus filhos.
Renato conversara comigo a respeito, e redarguira que talvez, nossas netas e bisnetas,voltariam a viver como nossas avós e bisavós.
Rimos, mas homens e mulheres, formando uma mistura heterogênea,pareciam estarem meio perdidos.
A humanidade sempre tivera a pretensão de fabricar pessoas com ideias e pensamentos feitos em séries,esquecera esta então,que cada vida fora única, e cada ser, embora muitos se fundissem no meio da modernidade presente,sempre fora único também.
As nossas digitais, além de nos unificar,mantêm o livre arbítrio de cada ser, seja para o lado benevolente ao qual fôramos criados,embora lamentavelmente, nem todas as existências desfrutam de tal felicidade.
Portanto,sempre notara  na infância de Joaquim,uma certa sabedoria implícita,que ás vezes, o intento da educação, lamentavelmente a apaga.


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Izildinha