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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

FRAGMENTO DO LIVRO EXEMPLARES

O crediário de uma loja, juntamente ao escritório de advocacia em que eu trabalhara contratara mais algumas pessoas, pois a demanda houvera aumentando, então foram abertas mais duas caixas para o crédito, e também contratadas mais duas funcionárias. Uma era uma garota mais ou menos de minha idade, a outra uma senhora, de uma certa idade já. Logo fizéramos amizade, pois a dona da loja me incumbira ás vezes que  ela precisara sair, dar umas coordenadas de acordo com suas instruções recebidas.
O gerente da loja, era também, dono do escritório de advocacia. Era um shopping escritório e crediário,quase interligados. Então passara a ser comum, uma delas sempre me chamando para esclarecer algumas dúvidas, e eu sentira prazer em poder ajudá-las, portanto, dentro de pouco tempo, tudo começara fluir normalmente, sem que eu precisasse lhes ensinar.
Nossa amizade fora estreitando entre eu Manoela, Mariana e Celina a senhora mais velha.
Na hora do almoço revezávamos, para que o crediário permanecesse aberto, eram apenas 15 minutos, portanto fora sempre muito escasso esse tempo, entre almoçar, escovar os dentes e voltar.
Dependendo do dia, a movimentação era tanta que nem víramos as horas rodarem o ponteiro dos relógios.
Era uma loja popular, que vendera uma variedade de coisas, incluindo roupas e calçados, mas literalmente abastada de outros produtos também, e com a facilidade do crediário para as pessoas.
A clientela era bastante simples, porém também tínhamos clientes de classe média ,pois dentre os produtos que a loja oferecia, haviam alguns bem mais caros e raramente encontrados em outros lugares. Mas, eram os produtos mais em conta, que mantinham a loja sempre num lucro exorbitante.
Quando saíra da loja á tarde, eu sempre fora direto para a faculdade, Mariana ia para um curso de estética e Celina ia para casa terminar os afazeres, ela tinha duas filhas praticamente de nossa idade Raquel e Vânia.
Passado algum tempo ouvira sempre Celina queixando de algum sintoma qualquer, mas em meio tanto trabalho, eu sempre supusera que a vida dela fora muito laboriosa, portanto vivera abatida pelo cansaço.
Mas ela reclamara praticamente de muitos sintomas e o que parecera grave sintoma neurológico, incluindo alterações sensoriais como a perda de sensibilidade táctil ou formigueiro, fadiga e espasmo muscular.
Logo depois começara a ter  dificuldades locomotoras; dificuldades na coordenação e de equilíbrio e dificuldades na fala ou também para engolir.
 Também queixava de problemas visuais e dificuldades para urinar.
Ás vezes tinha crises de choro, depois se tornara eufórica.
O gerente mediante atestado emitido pelo médico, concedeu-lhe licença de vinte dias para realizar os exames.
Eu e Mariana sempre ligáramos para as filhas para saber como Celina se encontrara,  e ficáramos felizes, pois parecera sempre um positivismo nas respostas das filhas.
Acháramos que seria mesmo cansaço ou estresse e que logo mais ela estaria conosco, descansada e feliz. 
Celina tivera uma vida bastante atribulada,pelo que me aparentara e suas condições financeiras sempre deixaram muito a desejar.
Agora estivera estressada ,imaginara eu,porém eram sintomas comprometedores e assustadores,mesmo assim,preferíramos abordar sempre o melhor.
E esperáramos que ao completar a licença,ela voltaria descansada e feliz  para o trabalho.

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Izildinha