Aquela manhã estava meio embaçada para mim,e resquícios de tristeza ainda abatiam o meu coração, sempre fora do tipo muito comum, porém, sempre tivera um coração irreverente, destemido, que sempre fora á frente, que vivera confrontando com a razão
Eu andara pelas ruas a manhã inteira, procurando alguma palavra, ou resposta, que me mostrasse o caminho, eu sabia, que estivera no caminho certo, pois sempre fora uma guerreira incansável, que jamais desistira assim tão facilmente.
Porém, descobrira, que viver apenas o futuro, na minha infância, fizera-me confrontar com uma certeza única, a finitude, nesta mesma.
Todos os dias,eu acordara o mesmo sonho, quando este letargicamente insistira ainda em dormir .O sonho estivera ausente um bom tempo em minha vida, mas eu insistira tanto que pelo menos este não deixara de existir.
Eu quisera me transportar de um caminho para outro, com sonhos ativos ,com alegrias latentes, mesmo que o tempo exigisse minha presença insistentemente, assim como eu exigira do sonho.
Em plena infância, sonhara continuamente porque todos os sonhos me cercavam o tempo todo, então eu vivera numa época que nunca fora o meu presente, mas sim, um futuro galopante que corria em minha frente, sem pensar e nem perceber, para onde, esses sonhos pretendiam me carregarem.
Eu criara dentro dessa artimanha fantasiosa, mil personagens perfeitas e felizes, pois imaginara a vida ser exatamente assim.
Porém, bastara uma rajada de vento diferente, para que acordassem em mim, outros futuros que obviamente eu jamais quisera acreditar, que estes pudessem existir.
Esse medo começara a rondar minhas noites insones, administrando fobias intrusas, que jamais foram convidadas pelos meus sonhos, até então fantasiosos e cheios de nuances, para colorir minhas histórias, que repentinamente, tomaram uma sensação gélida, morando ausente de mim, porém sendo meu eterno embate.
Uma criança ,que jamais soubera formular perguntas, ou mesmo sem importar consigo mediante o mundo, por medo de uma interpretação contrastante.
Fora como uma palavra nova no dicionário ,cujo significado eu desconhecera, pois enquanto viajara em meus sonhos, desconhecera quaisquer sentimento, que não fosse felicidade.
Eu vivera um presente, mais ansiado do que vivido, na certeza que na astronave
do futuro, lá estariam um modelo que coubesse em mim
perfeitamente.
Escrevia em meu coração todas as certezas, porém deixara a razão meio aquém das
borboletas voadoras nas primaveras constantes
que
meu coração retratara, em meus sonhos, em
minha mente.
Uma distração destituída de todas as ambições ,até mesmo as necessárias, pois
fizera a mim mesma uma promessa, a qual me refletiria um encanto um pouco destoado,
de tal mundo rústico dos refletores externos, então á
medida em que a vida fora tomando proporções mais circunspectas,eu assumira o
controle de mim mesma .
E
fizera tão inseguramente convicta,
de que um dia eu seria a minha própria
protetora, embasada na fé que começara dentro de mim e depois se estendera ao
meu redor.
E assim, exatamente assim, foram embora minhas
fraquezas tão evidentes, e fizeram
encontrar meu mundo dentro de uma circunstância,
que
as pessoas chamam de solidão.
Contudo, eu
sempre precisara desta companhia e conselheira, quando erramos juntas e
acertamos juntas também.
E quando estivera no limiar da juventude, pensara que o tempo fora fazer de mim
uma fortaleza, uma senhora dona do próprio nariz, entretanto,
cometera
ledo engano.
Sozinha comigo mesma, chorara como aquela antiga criança, sem a necessária explicação,
para
o
desconhecido, mesmo que já o
conhecera
Muitas vezes ,eu a segurara em
meu colo dizendo que a amara muito, por ter me reservado tanta sabedoria,
e em outras, fora ela que me ensinara como
conjugar o auto perdão, e embalara meu sono, mesmo sentindo meu coração pesado
e dorido.
O gosto do sorvete de chocolate jamais provado,eu dissera a ela, em minha
adolescência, que jamais fora a tal delícia que ela presumira, depois
que eu ficara sabendo, que chocolate provocara espinhas no rosto.
Eu
tentara enganar minha criança, que o
chocolate pudera dar espinhas
no rosto
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha