Um
sono pesado abatera-me, de tal modo, a levar-me embora, antes que ela desse
continuidade á sua história.
Lembro-me
quando ela começara, e chorando muito, como fui fraca meu Deus!
Eu
não tivera coragem, para ouvir a história de uma mãe, que tivera sua filha
assassinada e estuprada, só lembro que ela se desnudara da mulher forte,
alegre, destemida e vestira sua essência com o coração doce e dorido de uma
mãe.
Eu
estivera passando por momentos difíceis, arrebentando uma pedreira por dia com
meu lado psicológico, enquanto meu físico, estivera reaprendendo a andar.
Eu
sempre amei tamancos então quando estava sozinha em casa ,eu os punha, e ficara
numa pequena sala, que dava continuidade a um pequeno corredor, andando e me
segurando na parede.
Mas
nesse dia, nenhum esforço para arrebentar aquela pedreira, me amparara, o sono
fora me levando, como se fosse uma anestesia e sem mais nem menos,eu a largara
chorando e contando sua história triste, mergulhada em sono profundo.
Ao me
colocar no lugar dela, não suportara tamanha dor, então fugira, como folha seca
rodopiando nos ventos outonais, sem eira, e nem beira.
Fora
um tipo de coma, de continuidade para o caminho do distanciamento da dor.
Sobreviver
ao amor, quando este resolve partir, travara sempre meu coração, que dentro do
peito dói feito dor sem jeito.
Quando
ela terminara a história eu abrira os olhos e pedira desculpas, porém acordara
exatamente no momento em que ela terminara de contar.
Fora
uma época de impaciência, de insegurança que me tolhia o sono, pois ao meu
redor o desemprego rondava, e eu carecia de um restabelecimento rápido, além do
normal, porém os dias fluíam lentos para mim, porque seria o tempo que me
levaria a caminhar com segurança e vencer o medo.
Um
dia eu saíra na rua, e tentara dar uma volta, na quadra em que eu morava, fora
muito difícil, pois a calçada era meio desmoronada, e eu voltara para casa
desanimada.
Se
pudesse voltar no passado, faria muita coisa diferente,inclusive,ter tido mais
paciência com ela.
Tê-la
abraçado com meu coração, porém minha fraqueza era gritante.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha