Marcadores

segunda-feira, 8 de julho de 2019

FRAGMENTO_DO ROMANCE COMEÇO DE PRIMAVERA

Meu nome, Alice Maria, era começo de primavera, e eu gostara muito dessa época, pois junto com ela vinham as borboletas enormes e azuis, rapidamente voando bem alto, livres, cortando os ventos.
As flores dependuradas nos galhos dos ipês, davam umas estupendas roupagens aos galhos, quando no inverno, cinzas e ressequidos, pelas ruas das cidades, pelas estradas e campos.
Uma infinidade de cores perpassavam, estampando as paisagens, então, os negrumes verdes das montanhas, ficavam salpicadas delas.
Enfim, a primavera me parecera sempre, a estação das promessas de novos frutos, e novas sementes, para a perpetuação das espécies.
E sem restrições, as abelhas saiam  polinizando toda cercania, onde  enxames permaneciam zumbindo, pelos galhos floridos.
Nessa época, eu andara pela tarde, sem ter o que fazer, apenas  observando a infinidade de cores...
 Os bandos de maritacas , passavam em revoadas num barulho imenso.
A primavera em si, sempre viera carregada de um espetáculo especial, organizado durante as outras estações, pela Natureza.
Sempre amara as flores plantadas nos jardins, mas igualmente, amara as florinhas silvestres, com seus suaves perfumes.
Na primavera eu gostava de brincar com uma árvore que eu considerava minha amiga, meu pai chamava aquela espécie de árvore ,de cana frita.
Então, ela se enchia de flores amarelas e lindas,eu gostava de balançar em seus galhos, mas mesmo eu sendo criança, eles eram frágeis e quebravam.
Então eu subia nela com cuidado e ficava horas olhando tudo de cima.
Eu adorava a minha amiga, ela me ouvia e ás vezes parecia que falava comigo.
Mesmo porque, na minha idade ninguém quase tinha costume de me ouvir, por isso eu só conversara com ela.
Minha professora da segunda série primária dissera ao meu pai ,que eu era uma poetiza, pois vivera escrevendo poesias em meu caderno.
 Na verdade,eu era mesmo apaixonada por aquelas flores, e quando começava a primavera,eu ficara encantada.
Então transpunha os desenhos para os cantos do caderno, e meus pais diziam:
Pare de desenhar no caderno!
Era porque os desenhos ocupavam espaços das escritas, mas se eu fizesse desenhos, só na margem,aí podia.
Um caderno enfeitado com flores, era tão lindo!
 Mas eu nunca fora, boa desenhista.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pelo carinho!
Izildinha