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terça-feira, 9 de julho de 2019

FRAGMENTO DO LIVRO_VOZ DE TROVÃO

Voltáramos de viagem, e tudo voltara ao normal, meu trabalho, minha escola e a faculdade de Leo,na primeira semana Leo ficara irradiante, dizendo que os professores da Faculdade já haviam entrado na sala dando matéria, e na faculdade, os professores perpetram cada aluno assumir a própria responsabilidade, quando já não se tem mais tempo para folgar, mediante a enxurrada de matérias.
Ele passara a manhã na faculdade e á tarde estudando, á noite me buscara no colégio e conversáramos um pouco, nossa vida havia ficado muito mais acelerada, mas mesmo assim, tínhamos um tempinho para nos vermos.
Eu gostava da seriedade de Leu, falara pouco mas tudo que dizia tivera sentido, também gostara muito de brincar, em certas situações que ocorriam, tanto comigo, como com ele.
Pois me passara total segurança, em sua maneira de ser, de se respeitar e fazer respeitado, sem se preocupar com o mundo ao nosso redor.
Eu fora muito feliz nas minhas amizades também, sempre tivera amigas sinceras, com as quais, eu pudera sempre compartilhar meus segredos,enfim,minha vida particular, elas também me confidenciaram muita coisa.
É claro que ninguém pode ter um milhão de amigos,eu tivera colegas de trabalho, de escola, conhecidas e amigas verdadeiras.
Minha mãe e meu padrasto, esticaram as férias, porque as aulas de meu irmão começariam uma semana depois, ele iria para a quarta série do Ensino Fundamental.
Naquela semana eu cuidara da casa e das minhas roupas, minha comida também.
Gostara da experiência, e sonhara ter meu cantinho um dia, e não aborrecer ninguém.
Mesmo porque, à medida que eu e meu irmão crescíamos, as desavenças cresciam também, nem seria tanto entre nós, não fosse a interferência de minha mãe, que sempre me culpara por tudo de ruim, que acontecera na vida dela, e elogiara meu irmão por tudo de bom, que ela sempre tivera.
Eu não conhecera meu pai, e também tinha um certo receio em falar sobre ele, pois minha mãe contara ao meu padrasto que viera sempre me dar broncas, dizendo que eu era mal agradecida.
Então, eu procurara sempre ,olhar para o lado mais doce da vida, deixando os pormenores e chateações para trás.
Acreditara, que todo mundo precisara adquirir, uma certa estratégia para poder viver em paz, em harmonia consigo mesmo.
Também acreditara na estratégia de que, mediante as detrações, tivera o direito de rechaçá-las, fazendo com que as mesmas não me pertencessem,curioso fora perceber quão maravilhoso resultado isso surtira.
Talvez essa estratégia eu tenha absorvido com a maneira de viver do Leo,embora ele tivesse uma família espetacular, mesmo assim, jamais ele se aborrecera com coisa alguma.
O tempo fora passando e aquele ano, tínhamos nossos encontros toda noite na saída das minhas aulas,eu vivia muito cansada porque levantara muito cedo e deitara muito tarde, mesmo assim, a juventude sempre acrescenta uma certa vitalidade a mais na vida.
Estávamos nos começo de outono, e uma lua imensa, na noite postada no céu,vínhamos caminhando por entre os arvoredos da rua, e tudo parecia tão especial, tão acolhedor ao lado dele.
Já não tínhamos o sôfrego da paixão inicial, mas a ela havíamos agregado o amor, a confiança, e Leo passara a ser tudo para mim, até entendera uma certa codependência invisível de minha parte, porém jamais deixara que ele percebesse, enquanto tentara me curar.
Sempre contara até mil antes de ligar para ele, também nunca me incomodara aparentemente, quando alguma menina lançava um olhar diferente sobre ele.
Porém, interiormente eu ficara com ciúme, pois ele era um rapaz muito lindo, e eu até entendera que chamara atenção por onde passara.
Uma noite numa balada, tinha um rapaz que havia bebido muito e viera me arrastar para o meio da pista, naquele dia, Léo partiu para cima dele, e foi muito complicado, provocando um alvoroço e um falatório pelo bairro onde morávamos, minha mãe e meu padrasto ficaram sabendo.
Eles esperaram eu chegar da escola e me disseram mil coisas, dizendo que a culpa era toda minha, que eu sempre provocara os rapazes, com minhas saias curtas,eu entrei no meu quarto e me sentindo um lixo, chorei muito.
Não porque me sentira culpada, mas sim, injustiçada.
 No outro dia pedira desculpas ao Leo,que se envolvera em briga por minha causa, ele me assegurou com  toda certeza, de que a culpa não fora minha, a partir desse dia, passara a perceber, que sem o Leo,eu nada seria neste mundo, então minha paixão e amor, foram reforçados, como sintoma de pura gratidão.

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Izildinha