Voltáramos
de viagem, e tudo voltara ao normal, meu trabalho, minha escola e a faculdade
de Leo,na primeira semana Leo ficara irradiante, dizendo que os professores da
Faculdade já haviam entrado na sala dando matéria, e na faculdade, os
professores perpetram cada
aluno assumir a própria responsabilidade, quando já não se tem mais tempo para folgar, mediante
a enxurrada de matérias.
Ele
passara a manhã na faculdade e á tarde estudando, á noite me buscara no colégio
e conversáramos um pouco, nossa vida havia ficado muito mais acelerada, mas
mesmo assim, tínhamos um tempinho para nos vermos.
Eu
gostava da seriedade de Leu, falara pouco mas tudo que dizia tivera sentido,
também gostara muito
de brincar, em certas situações
que ocorriam, tanto comigo, como
com ele.
Pois me passara total segurança, em
sua maneira de ser, de se respeitar e fazer respeitado, sem se preocupar com o
mundo ao nosso redor.
Eu
fora muito feliz nas minhas amizades também, sempre tivera amigas sinceras, com
as quais, eu
pudera sempre compartilhar meus segredos,enfim,minha vida particular, elas
também me confidenciaram muita coisa.
É
claro que ninguém pode ter um milhão de amigos,eu tivera colegas de trabalho, de
escola, conhecidas e amigas verdadeiras.
Minha
mãe e meu padrasto, esticaram as férias, porque as aulas de meu irmão
começariam uma semana depois, ele iria para
a quarta série do Ensino Fundamental.
Naquela semana eu cuidara da casa e das minhas roupas, minha comida também.
Naquela semana eu cuidara da casa e das minhas roupas, minha comida também.
Gostara
da experiência, e sonhara ter meu cantinho
um dia, e não aborrecer ninguém.
Mesmo
porque, à medida que eu e meu irmão crescíamos, as desavenças cresciam também,
nem seria tanto entre nós, não fosse a interferência de minha mãe, que sempre
me culpara por tudo de ruim,
que acontecera na vida dela, e elogiara
meu irmão por tudo de bom, que ela sempre tivera.
Eu
não conhecera meu pai, e também tinha um certo receio em falar sobre ele, pois
minha mãe contara ao
meu padrasto que viera
sempre me dar broncas, dizendo que eu era
mal agradecida.
Então,
eu procurara sempre ,olhar para o lado mais doce da vida, deixando os
pormenores e chateações para trás.
Acreditara, que todo mundo precisara adquirir, uma
certa estratégia para poder viver em paz, em harmonia consigo mesmo.
Também
acreditara na estratégia de que, mediante as detrações, tivera o direito de
rechaçá-las, fazendo com que as mesmas não me pertencessem,curioso fora perceber
quão maravilhoso resultado isso surtira.
Talvez
essa estratégia eu tenha absorvido com a maneira de viver do Leo,embora ele
tivesse uma família espetacular, mesmo assim, jamais ele se aborrecera com
coisa alguma.
O
tempo fora passando e aquele ano, tínhamos nossos encontros toda noite na saída
das minhas aulas,eu vivia muito cansada porque levantara muito cedo e deitara
muito tarde, mesmo assim, a juventude sempre acrescenta uma certa vitalidade a
mais na vida.
Estávamos
nos começo de outono, e uma lua imensa, na noite postada no céu,vínhamos
caminhando por entre os arvoredos da rua, e tudo parecia tão especial, tão
acolhedor ao lado dele.
Já
não tínhamos o sôfrego da paixão inicial, mas a ela havíamos agregado o amor, a
confiança, e Leo passara a ser tudo para mim, até entendera uma certa
codependência invisível de minha parte, porém jamais deixara que ele
percebesse, enquanto tentara me curar.
Sempre
contara até mil antes de ligar para ele, também nunca me incomodara
aparentemente, quando alguma menina lançava um olhar diferente sobre ele.
Porém,
interiormente eu ficara com ciúme, pois ele era um rapaz muito lindo, e eu até
entendera que chamara atenção por onde passara.
Uma
noite numa balada, tinha um rapaz que havia bebido muito e viera me arrastar
para o meio da pista, naquele dia, Léo partiu para cima dele, e foi muito
complicado, provocando um alvoroço e um falatório pelo bairro onde morávamos,
minha mãe e meu padrasto ficaram sabendo.
Eles
esperaram eu chegar da escola e me disseram mil coisas, dizendo que a culpa era
toda minha, que eu sempre provocara os rapazes, com minhas saias curtas,eu
entrei no meu quarto e me sentindo um lixo, chorei muito.
Não
porque me sentira culpada, mas sim, injustiçada.
No outro dia pedira desculpas ao Leo,que
se envolvera em briga por minha causa, ele me assegurou com toda certeza, de que a culpa não fora minha,
a partir desse dia, passara a perceber, que sem o Leo,eu nada seria neste
mundo, então minha paixão e amor, foram reforçados, como sintoma de pura
gratidão.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha