A
felicidade estampa meu rosto, minhas sensações, minhas solidões só aparentes,
pois a poesia, uma doce quimera, que invade a consciência,
permitindo que
raiemos as barreiras do divino.
E
quão divinal, caindo luzes nas mãos,tocando as estrelas
vagarosamente,espreitando teu doce olhar juntamente, louvo e bendigo, doce
audição, doce visão.
Sem importar, sendo minhas definições piegas para outrem,
pois que para mim, um instante com o divino, passando pelos arcos dourados, feitos
de vento parado, feito de inspirações tantas.
E a
poesia permite, dá passagem, acolhe e medica qualquer
incômodo, pois além da visão, existem estrelas, além da audição, existem
músicas, além do amor, a verdade instalada no inseparável.
O
tempo se acomoda, sem pressa, sem hora, pois o tempo vindo aliado nas brumas do
vento, refresca a tez, enobrece a alma com a sabedoria eficaz, de quem apenas
vê e ouve.
As
tuas mãos me carregam,
num toque, num entrelaçamento e seguimos
os dois, como seguíramos numa dimensão passada.
A tua
presença ascende as estrelas tão nossas, e dentre nossas asseverações, corre
lentamente uma luz clara, ou o tom esverdeado da esperança matinal.
Enquanto entardecemos
juntos, nos miramos com encantamento, como a criança que acabara de nascer,
sentindo a
surpresa do mundo, puxando o ar em largas tragadas.
Eu te
amo com coração de poeta, como a dedicação das fadas, como o encantamento das
paixões renovadoras.
E nos
embalando, quando nossa canção estende sua coberta em nossos ouvidos, e todos
os sons uníssonos nos mantém encantados.
E nas
cercanias evaporam fumaças geladas de flores, contaminando as nossas essências,
reparando os nossos corações.
E em
algum lugar do mundo, encontramos a luz do amor, vivenciamos a mais bela
oração, carregamos nosso olhar atento a quem nos entende, a quem nos pode ver.
Então,
definitivamente somos o que queremos e ansiamos ser,evidentemente,jamais
deixaremos marcas, apenas plantaremos sementes de nós mesmos, que desabrocharão
novas pencas de flores, estrelas e também amores.
A
poesia, um desconforto que insiste, que instiga, quando resistida, mas quando
esta, desce suavemente pelos dedos, angaria uma felicidade indiscutível,
indescritível.
Sim,
soubera sempre da crueldade do mundo, das diferenças dos corpos e das almas,
mas ás vezes, quero aliviar o peso das palavras que recaem sobre mim, então a
poesia e o amor,me socorrem, estendem suas mãos e seguram as minhas tão
seguras.
Houvera
um tempo, em que eu acatara e me entristecera com as abordagens severas, porém
agora, só a ti meu amor interessa, e os amores que tanta comiseração me
acarretam.
Como
Maia chegando, numa brisa leve, de muita alegria
e paz.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha