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quarta-feira, 10 de julho de 2019

COMO_PROSA POÉTICA DO LIVRO INTERNALIZANDO

A felicidade estampa meu rosto, minhas sensações, minhas solidões só aparentes, pois a poesia, uma doce quimera, que invade a consciência, permitindo que raiemos as barreiras do divino.
E quão divinal, caindo luzes nas mãos,tocando as estrelas vagarosamente,espreitando teu doce olhar juntamente, louvo e bendigo, doce audição, doce visão.
Sem importar, sendo minhas definições piegas para outrem, pois que para mim, um instante com o divino, passando pelos arcos dourados, feitos de vento parado, feito de inspirações tantas.
E a poesia permite, dá passagem, acolhe e medica qualquer incômodo, pois além da visão, existem estrelas, além da audição, existem músicas, além do amor, a verdade instalada no inseparável.
O tempo se acomoda, sem pressa, sem hora, pois o tempo vindo aliado nas brumas do vento, refresca a tez, enobrece a alma com a sabedoria eficaz, de quem apenas vê e ouve.
As tuas mãos me carregam, num toque, num entrelaçamento e seguimos os dois, como seguíramos numa dimensão passada.
A tua presença ascende as estrelas tão nossas, e dentre nossas asseverações, corre lentamente uma luz clara, ou o tom esverdeado da esperança matinal.
 Enquanto entardecemos juntos, nos miramos com encantamento, como a criança que acabara de nascer, sentindo a surpresa do mundo, puxando o ar em largas tragadas.
Eu te amo com coração de poeta, como a dedicação das fadas, como o encantamento das paixões renovadoras.
E nos embalando, quando nossa canção estende sua coberta em nossos ouvidos, e todos os sons uníssonos nos mantém encantados.
E nas cercanias evaporam fumaças geladas de flores, contaminando as nossas essências, reparando os nossos corações.
E em algum lugar do mundo, encontramos a luz do amor, vivenciamos a mais bela oração, carregamos nosso olhar atento a quem nos entende, a quem nos pode ver.
Então, definitivamente somos o que queremos e ansiamos ser,evidentemente,jamais deixaremos marcas, apenas plantaremos sementes de nós mesmos, que desabrocharão novas pencas de flores, estrelas e também amores.
A poesia, um desconforto que insiste, que instiga, quando resistida, mas quando esta, desce suavemente pelos dedos, angaria uma felicidade indiscutível, indescritível.
Sim, soubera sempre da crueldade do mundo, das diferenças dos corpos e das almas, mas ás vezes, quero aliviar o peso das palavras que recaem sobre mim, então a poesia e o amor,me socorrem, estendem suas mãos e seguram as minhas tão seguras.
Houvera um tempo, em que eu acatara e me entristecera com as abordagens severas, porém agora, só a ti meu amor interessa, e os amores que tanta comiseração me acarretam.
Como Maia chegando, numa brisa leve, de muita alegria  e paz.

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Izildinha