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quarta-feira, 17 de julho de 2019

FRAGMENTO DO ROMANCE_AMOR ABDICADO

Assistir aquele filme, ao lado daquele garoto badaladíssimo, pelas meninas da cidade, fora um sonho quase inatingível, que porém resvalara, em minha mão, quase ao meu alcance.
As músicas do filme, pairavam em meus ouvidos, muito tempo, depois que me deitei na cama, até eu adormecer.
Aquele leve toque de dedo, em minhas mãos, quando eu relutara contra a tentação, quase insuportável, de agarrar literalmente suas mãos, e as segurar, entre as minhas.
Renato escrevera, a mais linda história, em minha vida, quando mediante tantas desavenças, diferenças, falar de amor, parecera quase tempo perdido, mesmo em nossa temporada.
A cada página lida e relida, fizera minhas correções, mas o tempo e seu eterno apagador, reescreve de novo tudo igual.
Asseverando, dessa maneira, que uma história precisa de senões, de curvas escorregadias, para reforçar os equilíbrios.
Uma história em linha reta, sem defeitos, não pode jamais existir, pois histórias assim, são frequentemente,  escritas invisivelmente, em páginas transparentes, onde ninguém, as consegue registrar.
O amor é um sentimento puro, mas jamais garante a quem o porta, estar ileso de sofrimento.
Sofrer por amor, significa fortalecer-se naquilo que a vida possui de mais nobre.
Um coração frio ,que não consegue amar, sustenta-se em inverno rigoroso, uma vida inteira.
Eu aprendera a amar com minha família e também ensinara meu filho a amar com entrega total.
Porém, nem todas as pessoas que visitam este Universo, que se chama Vida, têm a capacidade e a felicidade de saber amar.
Para estes, tristemente restando, apreciar no sofrimento alheio, um conforto, um alento imediatista e sem conformidade.
O tempo passara rapidamente e deixáramos as tristezas vivenciadas no caminho, nossa neta uma linda moça vestida de noiva, se preparando para um sim especial naquele dia.
Eu olhando para a neve que caia nos cabelos de Renato deixando-o inexplicavelmente lindo.
Nada para nós seria novidade a essas alturas de nossa vida, porque estávamos entardecendo, portanto poderíamos num determinado dia, virarmos uma estrela e ficar espiando o outro durante a noite na imensidão.

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha