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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

FRAGMENTO DO LIVRO_VOZ DE TROVÃO

Depois que alguém, me carregara pela mão, e me ensinara o caminho certo, tudo ficara mais claro.
Mas, eu tivera muitos atalhos, dentro de meu decoro, quando num exato momento  decidira  por um deles, correndo o risco de errar mais uma vez, e entre tantas, e isso sucessivamente, pela vida afora, até o último instante.
eu muito errara, porque também tanto acertara, jamais tivera receio de ousar, e se algo não dera certo, uma teimosia chamada insistência, jamais me permitira desistir.
Eu sempre fora uma empata bastante perceptiva e algumas percepções me punham frio na barriga e eu tentara deslembrar, mas esse grito constante, ficara sempre amofinando.
Conviver com percepções, nem sempre é fácil, pois toda pessoa perceptiva, odeia mentira.
Jamais quisera dizer que com isso, fora um modelo de generosidade, pois sempre passara longe de ser aquela alma encantadora de Rafaela, mas sempre relutara para dentre meus melindres, poder ser melhor a cada dia.
Em muitos momentos , eu pecara por supressão, porque deixara de lado, depois da primeira tentativa, ou mesmo de nenhuma, quando nada de bom ou ruim, entrara em minha vida, e viera á luz de meu conhecimento, por acaso.
Sempre fora doutrinada para mudar e não esperar mudanças,porém,dentre tantas frases que fora lendo ao longo da caminhada, algumas nem sempre foram tanto exímias.
Fora depois de alertada, e depois  da vida ter caminhado muito, tendendo ao entardecer, que encontrara em mim mesma a melhor razão de todas as razões.
Fora quando resolvera regredir e voltar de novo ao mesmo caminho consertando os vales e depressões, retirando novos espinhos incinerando, e preparando a terra, e deitando as novas sementes.
Existiram momentos, em minha adolescência, que pareceram ficarem estáticos, quando nenhuma resposta fora apresentada ás minhas perguntas.
Quando tomara um caminho, estendendo uma fragilidade, um silêncio,  como uma maneira, que me ausentara da culpa, fora estendendo também minha vida, as invalidações inúmeras e insensatas que me foram arremessadas.
Eu ficara  ao longo das discussões, das circunstâncias, tentando inutilmente tapar os vãos, por onde minha desconstrução totalmente vazara, e me roubara a verdadeira identidade, anteparando assim, que eu fosse alguém.
tempo então, apenas fora passando, sem que me acrescentasse grandes conhecimentos, porém a minha sabedoria pulsara como uma semente germinando numa terra fértil, esperando o tempo certo para abrolhar.
Simplesmente Augusta,eu continuara pela vida afora, que apesar de Rafaela, buscara amor em todas as sensibilidades despertadas.
Sensibilidade esta,que eu também vira escapulir no meio da multidão, porque me sentira sufocada, quando um mundo completamente oposto, esmagara qualquer possibilidade.
Então, assim como as circunstâncias me levaram,eu precisara estar só para vivenciar uma paz mais pronunciada e sentir a vida mais plena,e mais de perto.
Porém,as pessoas, jamais perdoarão nossas suposições, as quais formamos ao redor destas.
Meu padrasto ,fora o espinho mais dolorido, que eu tivera que esmagar com meus pés descalços.
Fora uma chaga mordaz, que durante a vida, sombreara meus pesadelos, minhas noites mal dormidas, minhas adrenalinas galopantes no peito,enquanto a ansiedade me dominara, fazendo de meu coração, um corcel arredio.

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Izildinha