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quarta-feira, 19 de junho de 2019

MARCA DA PAIXÃO_PROSA DO LIVRO INTERNALIZANDO

Meu amor, escrevendo em letras garrafais, uma prosa qualquer, mas evitando contar teu nome posto nas linhas, nas páginas em branco que deixaste tu para mim.
Hoje meu dia passeia cheio de sol, por todos os lados, como boas sensações, como depois de uma cura, como uma dívida paga.
As enxurradas lamacentas, fizeram um estrago caminho afora, mas o final do verão já passara,viera o outono com ventos nostálgicos e abrira as portas para um inverno mais silencioso.
A poesia requerera sangue nas veias, impregnando emoções comprimindo os sonhos, mudando-os de lugar.
Eu precisara sorrir ao te enviar uma marca da paixão que está sob os meus pés, quando caminho em tua direção.
Hoje eu ouço as minhas canções preferidas, com um sorriso passando em minha janela, feito nuvens de algodão.
A tua voz fora encantando outras paixões, deixando para trás a tua tristeza, que só eu conhecera, ou pelos menos pressentira.
Eu fora o motivo de tua prisão corriqueira, quando nem trave nas portas eu tivera durante os lentos séculos.
Mas tu precisara, te libertar de algo que morara apenas em ti,depois de mim.
Então, imprimistes tantas palavras sem nexo, porque não suportara despedida, apenas imaginando, que um dia pudera precisar de uma volta, nunca se sabe, o que futuramente encontraremos no meio de nossas escolhas,supunha eu.
Assim como, quando conhecemos bem, o veículo que nos conduz para todos os lados, mas por via de dúvidas, mantivéramos um step sempre em algum lugar.
Eu fora uma cobertura fora de hora, uma imagem do passado, um ombro para teu choro, depois do sorriso aberto para a multidão.
Eu fora quem estranhara aquele olhar sinistro, quem te espreitara, roendo unhas, arrancando lascas e pedaços de teus dedos curtos.
Porém, o que coubera em ti,somente a ti competira avaliar,eu me mantivera num silêncio esmiuçador, mas comigo mesma.
Fora eu que vira como um gigante adentrando um corredor, silenciando os passos cada vez mais, para asseverar tremenda fadiga que te ameaçara, fora eu, quem muito chorara por isso.
Todas as noites, todos os dias, em mil orações, Deus fizera de mim, uma pessoa melhor, por saber amar depois de tudo passado.
E ainda sou a mesma, que averiguando teus pertences, jamais tivera a coragem de passá-los para frente.
O teu espelho deve te dialogar contigo todos os dias, em intenção a uma nova conquista, tão ocupada imagem se mantém, que há muito me esquecera, ou melhor, desfizera daquilo que tanto te incomodara, que fora a possibilidade do amor nascer, sem alma, sem crédito, sem expressão alguma.
Aquele amor, que te fizera por longos tempos, regredir da caminhada e vir bater em minha porta.

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Izildinha