Meu
amor, escrevendo em letras garrafais, uma prosa qualquer, mas evitando contar
teu nome posto nas
linhas, nas páginas em branco que deixaste tu para mim.
Hoje
meu dia passeia cheio de sol, por todos os lados, como boas sensações, como
depois de uma cura, como uma dívida paga.
As
enxurradas lamacentas, fizeram um estrago caminho afora, mas o final do verão
já passara,viera o outono com ventos nostálgicos e abrira as portas para um
inverno mais silencioso.
A
poesia requerera sangue nas veias, impregnando emoções comprimindo os sonhos,
mudando-os de lugar.
Eu
precisara sorrir ao te enviar uma marca da paixão que está sob os meus pés,
quando caminho em tua direção.
Hoje
eu ouço as minhas canções preferidas, com um sorriso passando em minha janela,
feito nuvens de algodão.
A tua
voz fora encantando outras paixões, deixando para trás a tua tristeza, que só
eu conhecera, ou pelos menos pressentira.
Eu
fora o motivo de tua prisão corriqueira, quando nem trave nas portas eu tivera
durante os lentos séculos.
Mas
tu precisara, te libertar de algo que morara apenas em
ti,depois de mim.
Então,
imprimistes tantas palavras sem nexo, porque não suportara despedida, apenas
imaginando, que um dia pudera precisar de uma volta, nunca se sabe, o que
futuramente encontraremos no meio de nossas escolhas,supunha eu.
Assim
como, quando conhecemos bem, o veículo que nos conduz para todos os lados, mas
por via de dúvidas, mantivéramos um step sempre em algum lugar.
Eu
fora uma cobertura fora de hora, uma imagem do passado, um ombro para teu
choro, depois do sorriso aberto para a multidão.
Eu
fora quem estranhara aquele olhar sinistro, quem te espreitara, roendo unhas,
arrancando lascas e pedaços de teus dedos curtos.
Porém,
o que coubera em ti,somente a ti competira avaliar,eu me mantivera num silêncio
esmiuçador, mas comigo mesma.
Fora
eu que vira como um gigante adentrando um corredor, silenciando os passos cada
vez mais, para
asseverar tremenda fadiga que te ameaçara, fora eu, quem muito chorara por
isso.
Todas
as noites, todos os dias, em mil orações, Deus fizera de mim, uma pessoa
melhor, por saber amar depois de tudo passado.
E
ainda sou a mesma, que averiguando teus pertences, jamais tivera a coragem de
passá-los para frente.
O teu
espelho deve te dialogar contigo todos os dias, em intenção a uma nova
conquista, tão ocupada imagem se mantém, que há
muito me esquecera, ou melhor, desfizera daquilo que tanto te incomodara, que
fora a possibilidade do amor nascer, sem alma, sem crédito, sem expressão
alguma.
Aquele
amor, que te fizera por longos tempos, regredir da caminhada e vir bater em minha porta.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha