Enquanto as estrelas adormecem, dentro
dos sentimentos, parecendo acenderem as luzes de meus compartimentos, então eu ficara a mercê, de perguntas sem respostas, de flores perfumadas
tão inodoras, de frutos maduros tão insípidos.
Um
alquebramento peregrinara sem pretensões, enquanto esperara mais um dia vencer
sua etapa.
Claro,
pudera redigir os mais lindos sonhos, compor poemas inovados e sentimentais,
porém nesses dias, uma sensação de nada me tocara inteiramente, me doando o
direito de permanecer inerte, quando fora condenada, como alguém sem respostas,
tocada pela insensibilidade alheia.
Eu
esperara nas estrelas ,algum sinal verídico de outrem,
realmente verídico, mas em dias opacos, nada
me despertara a sensação da criatividade,que para mim sempre soara nesse requintado,o interesse pela vida.
O
amor, literalmente fugira de meu coração,
e eu ficara inteiramente a mercê do nada,
do invisível, do insensível.
Visto que,quando dentro do coração, rapidamente
amanhecera uma ideia nova, então eu me libertara das invasões insensíveis e
permanecera comigo mesma,
assim mais segura,
assim sem aguardar nenhuma resposta.
Restara, adorar as estrelas, e
acendê-las dentro de meus dias, para que minhas noites, fossem regadas pelo sonho, de
encontrar outras perguntas,
silenciosas escondidas por mim, em
algum lugar.
Também ainda, ficara maginando, que um dia, as
frutas adocicadas, das plantações ao redor,refloresceriam prenunciando a
colheita, pedira ao meu coração, paciência para esperar, algo novo dentre as
perguntas sem respostas.
Talvez
minha pergunta ,estivera aquém da réplica que me aguardara, porém ainda
continuara me desconstruindo, todos os dias, para me manter, tal qual ainda
sou.
A
verdade sempre me fizera uma falta imensa, porque sempre ficara no silêncio sem
respostas, espiando a minha reação, mas doravante tentara trocar as reações
pelas ações, embora tivera tantas recaídas dolorosas, me embaçando os dias, me
desencantando.
Por
outro lado, tudo isso fizera parte de um processo, seja prazeroso ou doloroso,
jamais pudera, guardar um dia dentro da gaveta da memória, para vivê-lo depois,
para vivê-lo mais tarde.
Então
meus dias aparvalhados, roubaram
bastante daquilo que eu sempre fora, desmotivaram minha capacidade
criadora, impelindo-me, a trocar pelo silêncio das tardes, pelos diálogos, com
meu cobertor, tão compreensivo e aconchegante.
Então,
deixara de arrazoar, no que arrazoariam, apenas contemplara a mim, como alguém,
que durante um século, vivera em qualificações despercebidas, ás margens dos
motins, enviando páginas em branco para as deleitosas sofismas, de seres
racionais apenas.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha