Quando eu fizera quinze anos, Leo aparecera em minha casa com um filhotinho lindo, era um
poodle pretinho e encantador, meu irmão gostou muito, por isso minha mãe,
permitiu que ele ficasse.
Pusemos
o nome de Kalu, um
nome curtinho que combinava com ele e docinho também.
Naquela
tarde,eu fizera um bolo para dividir com minhas amigas, e também com o Leo que
me dera Kalu de
presente de aniversário, Léo comprara uns refrigerantes e cantamos parabéns na
sala de minha casa.
Minha
mãe e meu padrasto também participaram da festa, pois o bolo era imenso e
servira de jantar também.
Conversamos
bastante eu e minhas amigas, meu irmão com nove anos também era bastante
comunicativo e se divertiu muito, principalmente com Kalu que
gostava de ficar mordiscando o cadarço de seu tênis.
Depois
que todos se foram, já era meio tarde e eu dei uma ordem em minha casa, e os
demais foram dormir.
Claro
que Rodrigo fizera uma caminha para Kalu em seu quarto.
Tomara
um bom banho, pensara bastante na vida, e ficara imaginando o que faria quando
terminasse o Ensino Médio, o Leo cursava engenharia, pois a família dele tinha
um certo poder aquisitivo que possibilitara ele estudar de dia, mas eu já
trabalhava numa papelaria para ajudar em casa.
O
importante seria viver um dia de cada vez, procurando não perder tempo, mas
sim, estudar bastante,eu ainda não havia me decidido, mesmo porque os cursos
mais caros,eu não teria condições de fazer.
Depois
do banho, abrira a janela de meu quarto e o céu estava lindo, um luar
encantador e também salpicado de estrelas.
Fora
uma festa simples, quase insignificante, mas para mim, fora muito
importante,afinal,não é todo dia que alguém completa quinze anos de idade.
Respirei
a brisa fresca que me encheu de paz, fechara lentamente a janela,puxara o
lençol de minha cama, dera umas batidas no travesseiro com a mão, e depois
colocara minha cabeça, só lembrara disso e mais nada, acordara com minha mãe
batendo na porta de meu quarto dizendo que estava na hora, levantei, me
arrumei, tomei uma xícara de café e saí apressadamente, pois já estivera me
atrasando, e a loja, já ia abrir.
E o
vento sorridente perpassava o meu pensamento, agora tão bem ventilado por esse
sorriso invisível, enquanto o coração, com suas sístoles serena, avisando a
razão, que nascera então o amor.
Agora
eu quisera abraçar Léo com meu coração com uma doce preocupação que tudo lhe
fosse, conforme desejasse, o amor, juntamente da paixão, envolve a alma e o
corpo trazendo uma energia vital e benéfica, que só quem vivenciara esse estado
de graça soubera relatar.
A
juventude, mesmo quando distraídos com os nosso empecilhos, se encarrega de nos
trazer tantas surpresas agradáveis.
Eu
sentira uma primavera esmiuçada pelas flores mais singelas, se é que existem
flores diferentes umas das outras, para mim, flores sempre foram flores, mas
para o amor, as flores escolhidas são especiais.
É
como um campo perdido, dentro do asfalto tépido de um coração, reflorestando e
impregnando de pencas perfumadas.
Os dias diziam sentimentos nobres e as noites
carregadas de sonhos, e faziam adormecer em meio a tanta fragrância, trazidas
pelo vento, reconhecidas pelo coração.
Era a
fragrância das almas envoltas em amor e paixão, que num desdobramento iam
reconhecer outros jardins seculares, dentro dos milênios habitados.
Meu
coração, guardara uma pequena porção ao amor e á companhia de
Marcos,porém,juntamente com a paixão, Léo fora implacável, a vestir-me de
esperanças numa promessa de vida.
Sua
mão segurava a minha de um jeito intenso e acolhedor, enquanto a seu lado,me
sentira a mulher mais amada do mundo.
Eu
jamais, tivera vontade, de regredir, para verificar minhas mágoas, meus
sofrimentos e abandonos de infância, aquela menina agora, forte e destemida,
estivera aprendendo, como se livrar, da dependência, amando perdidamente
alguém.
O
amor estendera um tapete versátil, por todos os lugares, por onde eu passara,
mas em companhia de Léo, ajustara nossos melindres, aquecera todos os invernos
deixados, por mim, para trás, contemplando um verão mais presente.
E obviamente único, naquele instante da
vida, em que o amor nos visitara, asseverando que seria para sempre, prometendo
tornarmos vencedores absolutos, também para removermos todas as possíveis
pedras, visíveis e invisíveis de nosso caminho.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha