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domingo, 16 de junho de 2019

DORAVANTE_PROSA DO LIVRO INTERNALIZANDO

Ainda eu vislumbrara, um retrato na parede da memória, dentro de uma moldura ensolarada, que simplesmente mudara o rosto e a compleição de toda silhueta.
Sonhara mil anos, com teu retrato, com teu rosto, porém o silêncio de tuas palavras determinaram ao sonho, jamais se concretizar.
Então imaginara e imagino, como fora o tom de tua voz ao dizer que me amara tanto, que fizera de mim, senhora de um sentimento profundo, porém tão receoso, por não saber, deveras, se expressar.
Assim explicara, que minhas reservas de queixas, foram finadas, na última década de solidão, mas tu não acreditara em mim,eu começara a botar um sorriso no rosto fechado, como nuvem de tempestade, até então...
Uns poucos dias caminharam tão claros, e evidentes, mediante meu sonho, minha imaginação, e eu guardara todas as borboletas coloridas, para depois soltá-las, nas primaveras de tua chegada.
Onde as flores adormeceriam todas as noites, ouvindo uma canção silenciosa, como o balbuciar dos anjos, mediante minha execração por ti.
Os ventos, se vestiriam com as cores do céu, e empurrariam as nuvens para perto de nossos corações, onde pudéramos sentir, os eflúvios destemidos do amor, que ganhara forma, quando vencera vestindo uma indumentária leve e solícita esbarrando assim, em nossa solidão.
Porém,eu te deixara seguir, porque não te entendera, e em face de tal procedimento, deixara as palavras ferirem minha alma, atirando-as, em tua direção.
Foram de novo, muitos anos desertados, pensando em ti,que não ganhara forma em mim, como o amor que te dedicara.
Meu coração precisara novamente, se habituar, com o antigo hábito desenvolvido, num tempo secular.
Doravante teu rosto, nitidamente desaparecera, como as neblinas, que rodopiando beijam as montanhas e também o mar.
Talvez, nenhuma palavra, poderá definir o amor para mim, apenas porque este, ganhara forma e funcionalidade concretas, dentro de meu viver.
Enquanto o barulho inquietante do silêncio, permeia minha rua,eu me visto de uma eventualidade sem fim, para que eu me encontre, justamente onde te encontrara um dia, para que eu me veja no mesmo espelho, que desenhara teu rosto, tantas vezes.
Também doravante, uma emoção maior, pode tocar com simplicidade, uma vontade alheia de realizar novas benevolências, em nome do amor, que tu provara, existir em mim.
Reiterando então, o amor nada requisita, nada exige.
 Quiçá eu possa desfrutar de seu lado melhor, levando a vida no colo, feito aquela criança do passado, carregando as esperanças todas, num cesto vaporoso, da paz que me veste, da afeição que me define ainda,como um ser melhor.

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Izildinha