Arrazoar
sobre ela, quem nunca a conheceu, ou quem não é especializado na área, torna-se
bastante complexo, porque a mesma, não exibe ferimentos superficiais, não exige
sedativos para tirar a dor, nem aparece comumente, nos diagnósticos.
Ainda,
o mito que a cerceia, perambula entre a desinformação, como um estado de
espírito caprichoso, que tende recuar o ser dos demais, como uma indisposição,
ou simplesmente um descontentamento com a vida.
Portanto,
ela nada mais é, do que uma condição brutal,
que aniquila qualquer ser, jogando um
desconforto tamanho, para cima deste, quando desesperadamente, mesmo mergulhando na
inércia, a pessoa acometida, só busca um jeito de sair de tal sofrimento.
Mesmo
porque, quando em crise, a pessoa procura um lugar para se esconder, para se
recolher, esperando se ter de novo de volta.
Como
se a alma fugisse, juntamente com a consciência e deixasse um corpo a mercê das
intempéries, dos desconfortos mais cruéis.
Todo
portador, é tido como fraco, como um ser ante social, mas para quem a conhece
de perto, sabe que suportar as crises,implica simplesmente numa fortaleza de corpo e alma,quando muitos para se livrarem,apelam para o suicídio.
Pois
esta, arranca a pessoa de seu habitat
como uma tempestade furiosa, e a joga ás margens da vida em plenitude.
Criticar
uma pessoa acometida, é até compreensível, quando se trata de pessoas incapazes,
pois nunca, procuraram se inteirar do desconforto da ausência da serotonina,
nem tiveram a sensação de um neuro transmissor brecado.
Segundo
estudiosos, esta pode ser uma doença de fundo emocional, quando a
inacabada Ciência, futuramente poderá constatar, que muitas das
doenças orgânicas, também podem ter seu início, num estado emocional.
Comumente,
ela tende sempre a pesar sobre nosso corpo, nosso pensamento, fintando separar
da alma.
Nossa
fisionomia muda, o que nos é prazeroso fazer, torna-se dificultoso, cansativo
afastando-nos das demais pessoas, mesmo porque, as vezes se torna difícil o
disfarce, quando o sorriso se torna pálido e sem graça, quando não conseguimos
nos concentrarmos direito, em determinados assuntos.
Mas,
conheci e conheço pessoas heroínas, que convivem com a tal brutalidade, por
décadas, ás vezes trabalhando e disfarçando ,quando comumente vêm as crises
brutais.
Para
quem foi abençoado com a graça de nunca ter provado desse gosto amargo,
agradeça a vida e também o sua constituição por laborar eficientemente.
Quem nunca provou desse mal, jamais poderá
omitir qualquer opinião á respeito, pois além de carregar esse transtorno,
muitas vezes somos discriminados, com motivos de achincalharias.
Mas como não existe mal, tão mal que não
resulte em algum bem, já foi esclarecido que esse melindre, é o portal para a
inteligência. E o mundo das artes, da poesia, enfim da criatividade, sempre
lucrou muito, com os melindrados depressivos.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha