Amanhecera
tranquilamente, como o dia em que supusera, ser tão lindo, quanto os mais
lindos dias, que me abonam, quando saio livremente do sono como corpo
descansado e a alma feliz.
Eu
soubera de meus problemas que haviam começado no final da semana e se esticaram
para quase a metade da outra, porém sempre no decorrer da vida, se fora
problema, tivera solução, ainda num impasse, mas já encaminhado.
Insolúveis
são sempre as respostas, que recebo, quando tudo que faço desagrada e me
consterna.
Eu
precisara desenvolver uma maneira prática de praticar na vida, meia volta
volver, mas já entardece e eu não conseguira me libertar de minhas imposições,
sendo que as piores penas que sofri na vida, foram aquelas impostas por mim
mesma, mesmo sem necessidade.
A
imagem que nunca cai bem,a palavra entendida de maneira ineficaz,os desejos de
outrem, que não os meus, a minha sombra incomodando irredutivelmente, quando
incompreensível e incompreendida desde as últimas encarnações ,talvez.
Eu
precisara estar sempre próxima da luz que me encaminha, mas muitas vezes, há
confronto de luzes em decadência, querendo abrandar minha fé, desestruturar
meus sonhos feitos tão prontos.
Porém,
em outros momentos, ou séculos, passara a entender que a vida até pode ser
conflitante, porém a essência que a mantém jamais.
Então
ocorrera um vento ameno perpassando as ruas, e mesmo sendo inverno,eu
conseguira sentir um calor emanado de algum lugar.
E por
abordar essa palavra, não existe calor mais aconchegante do que um sorriso, um
agrado, um carinho.
O
amor é feito desses artifícios, que vão se juntando todos no mesmo lugar, até
aperfeiçoar um castelo de granizo, muito forte e aquecedor, mesmo em meio a
tempestade que permeia nossos confrontos seguidos pela ansiedade porque somos
conscientes que após um,virá outro e mais outro.
Então,
ao abrir a janela e constatar o mundo lá fora, vira uma confrontação maior,
onde o ódio, ainda caminha de mãos dadas com a aleivosia, com tão falsos
trejeitos, quando uma multidão caminha sem saber para onde ir, sendo
simplesmente direcionados por uma imagem, um fato, uma montagem perfeita.
E
volto de novo para mim, e preciso sair de uma zona de conforto, tão
desconfortável e castradora.
Os
dias vão seguindo em fila um após o outro, e eu ainda aparento acreditar em
alguma coisa mais.
Contudo,
depois da desconstrução tão exacerbada em que me colocara, fora quase
impossível, vencer certos desacertos, certas desavenças confiando em mais
alguém, quando a “única verdade” só pode vir revestida de uma luz mais forte,diferentemente de quaisquer luzes artificiais, quando o
brilho simplesmente abrolhara das estrelas do céu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigada pelo carinho!
Izildinha