Quando os dias, caminhando lentamente,
continuamente espero me encontrar comigo,numa esquina do presente onde haja,
uma tranquilidade esperançosa de que o amor vença todos os argumentos
possíveis.
Nenhuma
história, e tem muito tempo, não ronda minha memória, não me ascende a
imaginação, apenas me vislumbro, dia após dia,me protegendo das reações, mas
vez ou outra, elas vêm á tona novamente.
Meu
pensamento fica parado no tempo, confuso no desalento dos argumentos que me
tocam a alma de maneira triste e ineficaz para mim.
A
verdade, certamente mora dentro da concepção de cada ser, certamente a sua
maneira, mas revirando as gavetas da sensibilidade, se esta houver, lá estará a
veracidade do fato, do incorrido mais uma vez.
Durante
o último século de minha existência, o silêncio tem me afrontado mais do que as
palavras invasivas.
E meu
coração novamente, repleto de amor, insiste para que eu aceite e dissimule, que
sou mesmo a incriminada, por tudo que acontece conosco.
Que eu adote um sistema indiferente e com
esse tente me fazer lembrada algum dia talvez,porém,jamais conseguira, me
desconstruir, de tudo que a criança do passado, houvera reservado para mim,
ainda eu continuara sendo ela,quando sinto o medo.
Medo
de redarguir, elucidações de minhas maneiras impensadas, ou melhor, de minhas
palavras, porque as atitudes foram sempre tuas, aquelas que permaneceram sempre
sem nenhuma explicação.
Eu
jamais deprecarei , porque não faço parte de uma estirpe tão forte assim, as
vezes prefiro ouvir o inexplicável e continuar formando minhas opiniões á
respeito.
Mesmo
porque, na verdade,eu pressinto, então para que ficar me indispondo?
Mundo
cruel, penso eu ás vezes, mas depois reencontro com o eterno argumento, de que
no final de tudo, alguma resposta mais considerável, única e verdadeira soará
como ponto final.
Eu
realmente cansara dos medos, das reações hostis minhas e das ações agressivas
de outrem.
O meu
quarto frio, abriga alguma coisa parecida com pingo morno, aquele que num
domingo, ás vezes, insiste em umedecer algum compartimento perdido em mim.
Leio
as pessoas, que me carregam pela mão, que tão distantes me incitam a acreditar
na vida e na felicidade.
Periodicamente,
tenho vivido dessa maneira, quando os meus sonhos, minhas conquistas, estão
todos interditados e eu continuo simplificando a vida mais do que posso para
sobreviver.
Talvez
eu não tenha como melhorar, mas sim, enfatizar algum lado de meu amor próprio,
olhando no espelho minha própria imagem,mantendo com indiferença o que chamara de amor.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha