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quinta-feira, 13 de junho de 2019

ESTRANGEIRISMO_PROSA DO LIVRO INTERNALIZANDO

A pequena pracinha, esquecida no meio do bairro, certamente jamais atrairá algum turista, ou coisa assim, mas esta mesma mantém um segredo, um encanto que só desvendara quem por aqui vivera umas décadas, desenvolvendo o costume de olhar para ver e desvendar as quatro estações.
Em tão minúsculo espaço, sabe discernir temporadas e também falar de amor.
As azaleias portanto, esquecem as temporadas e vão florindo o ano inteiro, mesmo fustigadas pelo sol, pelo vento, pela poluição as flores rosas pink, ficam a mercê de uma série de torturas, porém mesmo assim, quando num momento de descanso esperando o farol, elas exibem um espetáculo gigantesco no centro da minúscula praça.
Os ipês com seus braços ressequidos ficam esperando um prenúncio de primavera e aí,juntamente com as azaleias, eles mostram os resquícios de Deus por toda parte que miramos.
E quando o olhar, se despede da praça, e corre pela avenida, outro espetáculo se forma diante deste, como as mais lindas nuances, tocadas pelas luzes de Monet.
As flores ,ás vezes gostam de provocarem os corações apaixonados, as emoções a esmo, que vivem distendidas em silêncio, passeando no meio da multidão.
Portanto, todo fluxo maior, sempre fora obrigado a respeitar os faróis, que dialogam com as azaleias o tempo inteiro.
Vez ou outra, um papel de bala, uma bituca de cigarro, ameaçam as belezas das azaleias, mas mesmo assim, elas continuam fincadas no asfalto, com seus talos delicados, em pencas macias e cheirosas.
Comumente, pensara eu, sermos quão exigentes com a vida,mesmo porque não depositamos raízes em nossos habitat, temos o livre arbítrio da escolha, de onde queremos habitar, pelo menos temporariamente ,e sem o livre arbítrio eternamente, mas quando nos apaixonamos pelo lugar, parece que fincamos raízes com as sentimentalidades, que nos fazem ir ,ou voltar ao mesmo lugar.
Entendera eu,que este pequeno recuo, que cinge aquela praça, certamente me cativara de um jeito tão profundo e minhas raízes ficaram fincadas aqui, mesmo quando eu fora embora.
Eu jamais entendera trocar tudo quanto amo e conheço, pelo desconhecido, mas o amor, diverge de nossos entrosamentos, pudera tão rapidamente fincar raízes onde jamais sonhamos estar.
Então,simultaneamente,vamos nos colocando em forma de lembranças,naqueles lugares que tanto marcaram dentro do coração.
Porém, quando eu voltar, preciso andar de óculos escuro no entorno da montanha, das garças, durante a algazarra das crianças da rua.
Tua imagem certamente, fará de minha presença, uma presença também, visto que me esquecestes de uma maneira tão singular, que jamais ouvira história assim, com esse estrangeirismo desigual.

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha