Apenas bastara uma tarde, para que os sonhos da
vida, se desfizessem, carcomidos pela ferrugem, num tempo arrefecido pelos
ventos gélidos do inverno, assim alimentando uma falácia ,seja com sorrisos de
alegria, ou com lágrimas de solidão.
O
mundo pernoitara, dentro da angústia, vestida de alegria esfuziante de todos, e
os olhos levavam o contentamento e também a tristeza nas imagens colocadas na
memória.
O
amor tentara emergir livremente,alegre,feliz e tão confiante, mas o amor, mais
uma vez caminhara de mãos dadas com a naturalidade de quem acredita tomar o que
tem em si, para avaliar o outro, se ver no outro, e mais uma vez totalmente
arruinado fora, o castelo da ilusão.
Um
sol poente cor ocre, beijara o róseo e esperançoso
horizonte,costumeiramente,porém este sempre fechara as cortinas, esperando que
as estrelas manchassem lindamente a abóbada celeste de meu coração.
Minhas
lágrimas não me pertencem mais, pois sempre foram tão em vão, que deixaram
minhas sentimentalidades e partiram para um lugar distante, mas tão distante,
que jamais o conheci.
Aguardo
meu coração de volta, ferido porque melindrosamente sente algo mais, que o
mundo de alguns milênios para cá deixara de sentir.
Eu
vira meu ponto verde e esperançoso trancado,eu vira meu coração em sístoles
tristes, pondo um ponto final.
Ao
abrir mão dos segredos, simplesmente mostrara tudo que sou, sem sequer um
intento de incomodar alguém, mesmo porque um pueril passado, houvera delegado
que assim seria.
Quando
coloco a criança em meu colo, sinto que ela fora, bem mais forte do que sou agora,
pois as crianças impregnam visões, atitudes dentro de um lugar de difícil
acesso, porém quando adultos ,remexemos demais, em nossos compartimentos em
busca do confortável aposento do sossego.
Também
ficamos enternecidos com os fatos e vamos nos prevenindo de possíveis ameaças,
as quais a solidão pode requisitar sem perceber.
Eu
colocara as minhas devoções aos teus pés, mais uma vez, porém não fora bastante
para evitar a minha tristeza comungada com as profundezas da busca desenfreada,
quando ainda cremos, como labaredas, que bruxuleiam mediante o vento.
E
foste tu,o mais rápido, e desconcertante aviso, de que o tempo se fizera, de
que um arco íris talvez prenunciaria o fim da tempestade.
Assim,eu
colocara mais um dia sobre as minhas contagens regressivas e aguardara uma
volta simples e independente, e num abraço fabuloso encontrar com quem
realmente me aguarda em algum lugar, onde no passado nos desencontramos
simplesmente, porque eu fora contumaz demais, e insistira habitar dentre os
incógnitos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigada pelo carinho!
Izildinha