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terça-feira, 12 de março de 2019

SILÊNCIO_DO LIVRO_AMOR ETERNO

Tenho procurado me inteirar sobre tudo que fale de morte, porém não seria exatamente, somente da morte de Eduardo, mas sim, de minha morte para todas as vontades.
Eu tenho tentado sorrir para os meus, fazer o melhor para mim, porém nunca fora tão pérfida comigo mesma e com as pessoas, tento não ser tanto, porque passo os dias fazendo companhia para um entardecer solitário.
Eduardo ao morrer, matara minhas ideias, meus ideais e minhas vontades, e todos querem que eu me levante, se puder, melhor do que sempre fui.
Quando vejo que jamais amanhecerei como uma adolescente, fico tentando encontrar um jeito para que eu mesma me entenda.
O silêncio de meu coração, num alinhamento estático permanece, e logicamente, tento compensar alguma coisa em mim.
Havia ascendido uma luz no fim do túnel, porém lamentavelmente esta finara também.
Não bastasse todo essa consternação, ainda tenho os recados voadores pairando por todos os lados, quando existem circunstâncias em que todos gostam de espiar uma claridade fundo do posso .
Então, desfiando receitas miraculosas, quando coincidentemente, trombamos uns nos outros.
A lua, as estrelas e o sol, estes continuam me ouvindo em silêncio sem nada sobreporem, portanto é a estes que faço questão de observar.
Tão presente sempre foram e serão, juntando o passado e o presente, enquanto futuramente no presente também estarão.
Então, sinto Eduardo coeso a uma consciência imensa.
Essa consciência que me elevara tantas vezes, nos momentos mais felizes da existência e que me elevará em tão aguardado dia.
Os meus caminhos solitários estendem um leve outono tendendo aproximação, onde chorarei numa manhã de abril, lembrando as flores lilases de nossa quaresmeira, que morava em frente a nossa janela, depois com o tempo ela se fora também.
Rapidamente, esse tempo limpará nossos caminhos, colocará algumas sementes como demarcações, e levemente poderei ainda te tocar.
Seremos como estrelas milenares destinadas a alterar para outras dimensões, cada uma, com uma luz diferente, para diferentes iluminações, enquanto isso cunharemos nuances que nos permitam justaposições.
Então, nossas mãos enlaçadas, nossos corpos flutuantes, estipularão um tempo para que permaneçamos juntos.
Para que vençamos os obstáculos de nossos limites e finalmente entendamos e aprendamos a flexionar a palavra eternidade.
Mas, enquanto tudo for escrito nas páginas do silêncio, chamaremos o vento noturno, para zunir como uma seresta estimulada pelos anjos ,que descansam e também brincam na imensidão.
Hoje precisara de minhas lágrimas, porque ainda continuo sendo aquela pessoa tão humana e tão limitada, mas que te ama profundamente.
Acredito sempre numa veemência tua, embora esse silêncio faça um barulho imenso dentro de minha constituição, então pergunto:
Se não foste para ficar, então porque vieste?

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha