Tenho
procurado me inteirar sobre tudo que fale de morte, porém não seria exatamente,
somente da morte de Eduardo, mas sim, de minha morte para todas as vontades.
Eu
tenho tentado sorrir para os meus, fazer o melhor para mim, porém nunca fora
tão pérfida comigo mesma e com as pessoas, tento não ser tanto, porque passo os
dias fazendo companhia para um entardecer solitário.
Eduardo
ao morrer, matara minhas ideias, meus ideais e minhas vontades, e todos querem
que eu me levante, se puder, melhor do que sempre fui.
Quando
vejo que jamais amanhecerei como uma adolescente, fico tentando encontrar um
jeito para que eu mesma me entenda.
O
silêncio de meu coração, num alinhamento estático permanece, e logicamente,
tento compensar alguma coisa em mim.
Havia
ascendido uma luz no fim do túnel, porém lamentavelmente esta finara também.
Não
bastasse todo essa consternação, ainda tenho os recados voadores pairando por
todos os lados, quando existem circunstâncias em que todos gostam de espiar uma
claridade fundo do posso .
Então,
desfiando receitas miraculosas, quando coincidentemente, trombamos uns nos
outros.
A
lua, as estrelas e o sol, estes continuam me ouvindo em silêncio sem nada
sobreporem, portanto é a estes que faço questão de observar.
Tão
presente sempre foram e serão, juntando o passado e o presente, enquanto
futuramente no presente também estarão.
Então,
sinto Eduardo coeso a uma consciência imensa.
Essa
consciência que me elevara tantas vezes, nos momentos mais felizes da
existência e que me elevará em tão aguardado dia.
Os
meus caminhos solitários estendem um leve outono tendendo aproximação, onde
chorarei numa manhã de abril, lembrando as flores lilases de nossa quaresmeira,
que morava em frente a nossa janela, depois com o tempo ela se fora também.
Rapidamente,
esse tempo limpará nossos caminhos, colocará algumas sementes como demarcações,
e levemente poderei ainda te tocar.
Seremos
como estrelas milenares destinadas a alterar para outras dimensões, cada uma,
com uma luz diferente, para diferentes iluminações, enquanto isso cunharemos
nuances que nos permitam justaposições.
Então,
nossas mãos enlaçadas, nossos corpos flutuantes, estipularão um tempo para que
permaneçamos juntos.
Para que vençamos os obstáculos de nossos
limites e finalmente entendamos e aprendamos a flexionar a palavra eternidade.
Mas,
enquanto tudo for escrito nas páginas do silêncio, chamaremos o vento noturno,
para zunir como uma seresta estimulada pelos anjos ,que descansam e também
brincam na imensidão.
Hoje
precisara de minhas lágrimas, porque ainda continuo sendo aquela pessoa tão
humana e tão limitada, mas que te ama profundamente.
Acredito
sempre numa veemência tua, embora esse silêncio faça um barulho imenso dentro
de minha constituição, então pergunto:
Se
não foste para ficar, então porque vieste?
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha