Segundo
os especialistas no assunto, um empata como eu Julieta, atraíra pessoas
invalidadoras dentro da família, depois fora atraindo ao longo da vida, outros invalidadores, enquanto não me esclarecera, principalmente,mantendo o contato zero,sendo passo definitivo para a cura.
Esse
tratamento requerera muito amor próprio, a ponto de me reconhecer como pessoa
de bem,e que não necessitara mais ser humilhada e invalidada por ninguém.
Porém,
naquela época eu nem sonhara em saber nada, hoje que o assunto vem tomando
grandes proporções, devido a grande incidência de suicídios, por conta dos
abusadores, e passam ilesos esses casos sem detectar a causa, tendo a depressão severa como diagnóstico,sem diagnosticar a causa.
A
medida que o tempo fora passando,eu Julieta, já não era mais aquela criança que
só se alegrava com
borboletas,passarinhos, árvores floridas,eu carregara comigo um fardo muito
pesado que era um sentimento de culpa sem começo e nem fim.
Com
apenas treze ou quatorze anos tinha pavor da morte e também crises homéricas de
insônia que não compartilhara com ninguém.
Outras
perturbações horríveis eu começara a carregar comigo,pois estava longe de ser
uma garota alegre divertida como as demais, isso me deixava mais aborrecida
ainda, quando não conseguira me entender:
Porque
tenho que ser assim?
Ás
vezes eu tinha grandes melhoras, mas depois as crises solitárias voltavam,eu
passara a rezar muito e pedir a ajuda e proteção de Deus.
Não
sabendo que eu era empata e que os empatas se sentem mal, as vezes no meio da
multidão porque absorvem tudo, tinha desmaios quando ia á igreja, e também
evitava ficar em lugares muito cheio de pessoas.
Quando
tinha alguma discussão com as pessoas de traços narcísicos de minha família,
tinha tremores depois e ficava com a energia zerada até por mais de um dias, as
vezes.
A
minha vida, pessoa empata, sempre fora muito difícil, porque tivera o
pressentimento aguçado de tudo que acontece dentro do círculo em que eu vivera,
e nunca pudera revelar, quando fintariam não acreditarem, tudo vai ficando abafado sem ventilar.
Um
empata abusado é uma pessoa que perdera completamente a capacidade de confiar.
Eu
detectara tudo, desvendara segredos, e nunca ficara vasculhando, a vida de
ninguém, isso acontecera normalmente, o que sempre me deixara muito triste.
Aproveitando
do lado simples do empata, seu círculo abusa de sua capacidade de se doar,
então eu fizera coisas pelas pessoas da família, que nunca ninguém reconhecera,
e jamais lembrara, desde lavar roupas, limpar casa, passar noites em hospital,
seja por alguém que vai dar a luz, seja por alguém que sofreu uma cirurgia.
E
como obrigação de todo filho, sempre que pudera, levara meus pais ao médico,
comprara remédios, internara para exames e sempre fizera sem dizer a ninguém,
pois aprendera com meu pai uma frase importante:
“Não
saiba tua mão esquerda o que faz tua direita”
Também
me sentira omissa, quando morando longe sozinha e doente, ficara tempos sem
visitar meus pais, e quando visitara minha mãe ela sempre reclamava que eu não
estava a ajudando,eu mais do que ela soubera disso, porém estava numa situação
muito delicada sem poder voltar ao trabalho ,ganhando pouco e sozinha me mantendo muito mal.
Mesmo
assim, isso não me preocupara tanto, porque minha mãe estava numa situação
privilegiada, aposentada e morando na casa que era dela.
Ás
vezes fico interrogando a mim mesma o que acontecera comigo,porque as coisas
fluíram desse jeito e porque nunca encontrara alguém que me amasse de verdade.
Prontamente
também,eu tenho um retorno me dizendo
ser uma privilegiada e que seria demais, querer mais ainda.
Então,
olho para o outro lado e vejo o quão maravilhoso entardecer a vida me doara,
mesmo dentre tantas atribulações, e sinto gratidão por eu ser assim estando num
caminho de paz e harmonia, a ponto de sentir pena de tantas pessoas que me
desmereceram porque talvez estivessem infelizes, querendo fazer algo mais na
vida, sem conseguir.
Como
brisa , beijando uma árvore, que balança feliz, minha alma vibra na frequência
da fé inabalável estendendo o meu amor, e sentindo o “Melhor” .
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha