Fora
sempre outono para mim, em Botucatu, um vento arredio, roçando as folhas secas
e baldias nas ruas.
Maravilhoso,
meu primeiro ano primário, quando começara a me relacionar com as letras, e um
novo mundo, começara a se abrir para mim.
Ao
começar desvendar as escritas, incluíra-me num mundo diferente, que poderia me
dar tudo que eu quisesse, e na hora, em que eu quisesse.
Guardara
na memória, o cheiro dos lápis novos, e dos cadernos também.
Esqueceria
qualquer coisa, menos o nome de minhas primeiras professoras, aquelas, da
primeira á quarta série primária.
Adorava,
quando minha mãe fazia bolinhos de chuva, para eu levar de lanche.
Um
dia, me lembro da surpresa, em que ela me fizera, quando chegou a hora do
recreio, abri o embrulho da merenda, e ela havia feito bolinhos de chuva, e os
cortado ao meio, colocando doce de abóbora.
Fora
uma maravilha!
Agradara
ao meu coração, até hoje lembro com gratidão á minha querida mãe.
Colegas de sala eram crianças simples, e
também, de poucas palavras no começo do ano.
Á
medida, que o tempo fora passando, começamos brincar mais na hora da merenda, e
nos relacionarmos, como amigos e amigas.
Os
ingazeiros, com suas sementes brancas, e adocicadas,caitaninhas, com seu cheiro doce enjoativo, enfim, todas
as frutinhas exóticas e nativas
nas calçadas, que
talvez nem existam mais.
O
meu pai adorava cachorros,
e logo tinha quatro, e minha mãe os detestava, eu aprendi amar mais os gatos, porque os cachorros não tinham permissão para entrarem dentro
de casa.
Depois de
adulta, invertera as coisas, tendo apenas cachorros, embora
goste muito de gatos.
Meu
irmão e minha irmã, já tinham um certo traquejo, em outras brincadeiras, como
pular corda e amarelinha.
Eu
tinha duas amiguinhas, e colegas de classe, que moravam do outro lado da
cidade, e uma amiga nissei, que morava bem pertinho de minha casa.
Eu
tinha verdadeira paixão por ela, ás vezes trocávamos de lanche, ela adorava os
pães e os queijos, que minha mãe fazia, e eu adorava um doce de arroz, feito
bolinhos fritos, que ela levava.
Éramos
felizes, simples e desprovidas de conforto e de informações, diferentes das
crianças de agora, num clique conversam com alguém do outro lado do mundo.
Os livros, foram nosso mundo imaginário.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha