Quantas respostas, junto das perguntas, iam surgindo no meu pensamento, quando
ficava um bom tempo observando as
borboletas coloridas, que voavam tão alto.
Também o pé de espirradeira, que se enchia de
uns besourinhos coloridos que pareciam broches.
Tivera
sete anos nessa época, e esse mundo me fascinava tanto, a ponto de ficar horas
e horas parada e observando.
De
repente era interrompida.
Sara,
venha lavar a louça do almoço!
Eu
saia devagar e olhando para trás, como se aquela maravilha estivesse me
chamando de volta.
Já
tinham uns besouros enormes e pretos, que me disseram que eles eram muito sujos
porque enrolavam excrementos, que encontravam, depois fazendo um buraco,
jogavam dentro, e mantinham, como suprimento.
Daqueles
eu não gostava, eles eram imensos e toscos.
Talvez
fossem eles incumbidos de recolher detritos e fertilizarem a terra, nunca se
sabe, mas cada ser do Planeta, tem uma função.
Meu
nome Sara, e me chamavam de Sarinha, porque eu era muito raquítica e magra, e
também diziam, que eu era branquela e feia.
Fora adotando isso, e contrastando com minha
grande presunção,desde a tenra idade.
Porém, nunca
me lembro de ter me olhado no espelho, antes do esplendor da adolescência.
Eu
lavava a louça em cima de uma cadeira, para alcançar uma mesa com uma bacia
cheia de água espumosa para lavar, e outra menor, com água limpa, para enxaguar.
Quando
deixava algum utensílio besuntado com gordura minha mãe fazia lavar de novo.
Eu
tinha um irmão e uma irmã mais velhos, o Samuel e a Rute.
O
Samuel tinha nove anos e a Rute doze, eles entendiam das coisas, andavam á
cavalo, iam pescar, nos córregos das cercanias.
Faziam tudo escondido de meus pais, quando
alguma coisa saia errada,eu era a primeira a ficar sabendo, com a seguinte
ordem:
Não
conte nada para o papai !
Tudo
bem,mas quando tudo dava certo, era por bisbilhotice, que eu soubera de suas
peripécias, que também guardava comigo.
Eu
gostava de cuidar dos jardins, que meu pai fizera, junto eu também tentava
plantar algumas flores...
Achava muito interessante, quando via
alguém mostrando uma linda planta, que adveio de uma sementinha, ou de uma
mudinha.
Fora
bom, ser criança com sete anos, tendo um mundo maravilhoso, e vivendo
impregnada no “meio” deste.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha