Os
ventos de outono, perpassam minha memória, quando imagem chega leve e doce, até
meu coração...
A
cada dia que se esvai, dentro da saudade, brinca tua silhueta, trazida pelo
vento, tomando forma em meu pensamento.
Rogo,
enquanto eu existir, minha memória jaza intacta...
Assim quando eu atravancar a ponte , não
esteja imêmore, ao teu rosto, á tua constituição, ao teu cheiro.
Permaneço
escutando o sossego insofismável, seja ele do interfone, na campainha, no
celular.
Confiando
,que venham me trazer, tua efígie, tua voz...
Olho
o teu retrato, e concebo um colóquio contigo, concebo poder abraçar teu corpo,
preencher teu semblante de beijos, como eu fazia perguntando, se tu havias
cortado o cabelo.
As
noites me fazem adormecer muito, pelo menos, eu esqueço que te perdi para
sempre.
Solidão
só minha, quando ninguém se envolve com a dor, mesmo porque éramos decrépitos,
e estes, precisam se condescender com a ausência, um do outro.
Arrazoar extenuação, uma conversa impresumível, quando
está todo mundo, muito feliz nas redes sociais.
Postando
suas selfies e junto delas, uma mensagem, arranjando uma varredura na vida,
para consentir entrar a felicidade.
Então
meu bem,eu constituo um monólogo contigo,ás vezes choro muito, noutras durmo,
mesmo sendo de dia.
Nunca
tivemos tantos privilégios, ficamos sempre com o lado pobre, de nossos
isolamentos do passado, mas de uma coisa estou certa.
O
nosso amor, subjugou as barreiras das falácias, e das discórdias
todas.
Em um
outro ponto, os ventos noturnos, traziam longas noites, sonhos esperançosos,
num trem que seguira para o interior.
Eu
tivera, dentro de minha ingenuidade, noção de tua existência ,em algum lugar,
daquele presente.
A
vida foi juntando minhas esperanças, e também ditando as normas que eu tivera
que seguir, na adolescência, já errando mais, por não ser criança.
Porque
aquele sorvete de skimo, já não tinha o mesmo gosto talvez, e a mortadela
ostentada nas mordidas de Yolanda.
Nem era assim saudável!
Nem era assim saudável!
Os
meus sapatos, as minhas hospitalidades de inverno, certamente eram compatíveis.
Os
teus olhos azuis, sempre me fizeram lembrar os anjos barrocos, emoldurados na
parede da igreja, de minha pequena cidade.
O meu
rosto, recusando estampar um sorriso, mesmo que eu queira, ou precise deste,
para que ninguém perceba, sem avaliar, meu sofrimento.
Ás
vezes fico imaginando, que segmentada, muitas vidas, eu já vivera, nesta mesma
encarnação.
Tu
porém, foste colocando tua vida em ordem, deixando o tempo te levar em paz, e
sem o mínimo de preocupação.
E
assim pronto, levaste apenas uma bagagem imensa, mas na alma, quando tua
bagagem pessoal, coube numa mochila, sobrando espaço.
Apenas,
amo-te cada dia mais, sentindo o distanciamento voltando, em minhas orações
todos os dias, quando peço por nós dois, tão imperfeitos, tão fora do comum,
porém com tanto amor acumulado em nossos corações.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigada pelo carinho!
Izildinha