O meu genro embora forte e destemido, as
vezes precisara se ausentar da multidão para se refazer, amara sua profissão e
sempre tivera um amor incondicional pelo “meio” doutrinando ao Arturzinho, um
cuidado especial com a cercanias, não apenas onde morara, mas onde se
encontrara no momento.
Simplesmente , eu também entendera,
juntamente com Artur, nosso meio, o lugar onde estivéramos no presente momento,
claro que o lugar onde habitáramos, fora sempre tratado como um santuário.
As nossas palavras também, sempre foram
dirigidas com reservas especiais, pois enquanto descobríramos os fragmentos de
felicidade, fôramos acrescentando estes, em nosso meio.
Aprendêramos a rezar com as mãos,
tivéramos sempre as escritas como algum fato sagrado, pois uma palavra
proferida, ou escrita fora como um dardo que não volta atrás.
Sentíramos na composição populacional do
mundo, alguma coisa muito densa e pesada, quando um escopo narcísico
,constituído de pessoas aparentemente fortes e poderosas, estivera por milênios se suprindo da maldade contra os humanos verdadeiros.
Víramos o embuste, se misturando, e se
apropriando da veracidade, víramos as imagens da solidão gargalhando
amargamente, e também vivenciáramos apoucada preocupação, mediante tantas
crianças desaparecidas.
Famílias desmanchadas por questão de
sobrevivência, onde cada componente, tem uma marca registrada, e uma distância
demarcada, embora ainda muito se falara de amor, este há muito fugira do
exercício.
A finitude em vida, vivera passeando
pelas ruas, portando uma pele espessa, resultado da pérfida preeminência, a que
se submeteram tais criaturas. Por
estas e outras,eu preferira, juntamente dos meus essa solitude.
O tempo parecera voar, feito ventos outonais, ventos noroestes ,dobrando os coqueirais, levando as folhas secas das montanhas a quilômetros de distância.
Tal fora sempre para mim, um treinamento, de
que jamais pudéramos demarcar sinais ou territórios, quando até mesmo as
plantas têm suas sementes sopradas, para abrolharem em outras paragens.O tempo parecera voar, feito ventos outonais, ventos noroestes ,dobrando os coqueirais, levando as folhas secas das montanhas a quilômetros de distância.
Eu e Artur, talvez estivéramos, entre as
folhas outonais porém em estações divergentes, quando nossas sementes,
acreditara eu,serem juntadas um dia.
Ele fora o grande encontro em minha vida
e jamais crera que a finitude pudesse determinar um “nunca mais” entre nós.
Seguindo nossos passos, os nossos entes,
nossas parecenças, quando fôramos brindados por uma genética de pessoas
boníssimas e abençoadas.
Ás vezes, em minhas concentrações, ouvira
Artur suavemente me dizendo coisas que já houvera esquecido, mas que realmente
ficara nas páginas quase amareladas de nosso passado.
Rememorar sempre fora o meu melhor livro,
quando apreciar outro mundo pudera me surpreender com milhares de decepções,com
uma felicidade imputada e inexistente, saindo do abstrato para imagens frias e
concretas, dentro de um abissal concreto invisível, ás ofuscações invasivas.
Bem poucas vezes eu olhara o retrato de
Artur, pois tal imagem permanecia livremente ao meu lado ,mesmo durante o sono
á noite, sem que precisasse abrir os olhos.
Eu replantara a bertalha em outro vaso,
pois dera continuidade a tudo que sempre fora tão nosso, e Arturzinho sempre
viera aos sábados para o almoço com a esposa.
Então púnhamos a mesa, abríramos uma
garrafa de Cabernet suave para acompanhar a deliciosa omelete com bertalhas.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha