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segunda-feira, 15 de maio de 2017

FRAGMENTO DO LIVRO_CENÁRIO

Jamais tivera receio da finitude, depois que passara a entender, que fora esta, que tornara a vida mais bonita e preciosa.
Que esta se estendera não apenas a nós seres humanos, mas abrangera com grande maestria a “existência”.
Um grande mistério soubera eu, paira no ar, e mesmo mediante minha fé, nunca tivera dúvidas quanto ao inusitado, porém mantivera minha certeza, de que viajara eu, por caminhos que me levarão a grande conclusão final
A fé é algo silencioso, porém muito construtivo, que vai levantando as paredes da esperança, da crença, da saudade, das boas atitudes, do bom pensamento.
Eu jamais pudera crer num Deus mais evidente, do que sempre tivera, visto também, que os olhos da alma, e do coração que veem e sentem a presença de Deus.
Sempre o vira, no vento que soprara meu rosto, nas ondas do mar quebrando na areia, na pureza da água, que nutrira e lavara meu corpo.
Sentira sua presença depois dos momentos angustiantes, quando uma leveza singela me abrandara o coração, pondo minha essência numa paz e numa harmonia incríveis.
Quando recebera o abraço dos meus entes, aquela sensação doce de ser amada, que tanto me fizera amar.
Eu jamais precisara de mais nada para comprovar a presença de Deus, para crer que sempre estivera aqui de passagem, e mesmo assim sendo ,fora agraciada pela presença de Artur em minha vida, o que me tornara muito mais feliz do que já fora.
Sobreviver ao tal grande amor, implicara a mim, em grande sofrimento, porém, eu me voltara sempre a gratidão pelo que vivenciara contudo.
Certa e ciente de que jamais nos encontráramos nesta vida  por acaso, soubera eu, sempre houvera um sentido maior.
Uma incumbência a ser cumprida dentre um cenário.
Fora tal incumbência o sentido maior, pois trouxera até nós dois o cerne, o ponto culminante da felicidade, assim existíramos, ao lado do amor mais puro e verdadeiro.
Eu o ouvira constantemente, reprisando sua voz em meu pensamento, seu sorriso, seu doce azedume mediante algo desconcertante, do qual depois ríramos juntos.
Lembrança esta que mora no gosto da comida, no cheiro do café, na luz da manhã beijando a antiga cortina do quarto, testemunha fiel de nosso amor.
O sinto admirando a cada flor que desabrocha no nosso jardim, sempre cuidado com carinho, quando volta e meia, ele aparecera com uma muda diferente, e todo animado e muito falante plantara esperando a primeira flor.
Quando esta surgira, ele parecera ter ganho o mais lindo presente do mundo, e eu aprendera a vibrar com ele tal fato.
Então a cada espécie diferente que desabrocha uma flor plantada por ele, sentira eu, sua vibração tão presente em minhas lembranças, em minhas saudades.
Eu sempre acreditara, que todas as pessoas que vêm a este mundo,viera para vivenciar os mais pulcros momentos ao lado de alguém, no entanto tudo fora banalizado, e acredito eu, que estas saem se procurando, visto que algumas encontram, mesmo que seja nos últimos entardeceres, porém outras não.
A quem tivera a grande premiação, deveria cuidar desta como cuidáramos de nosso jardim, de nossas flores.
Notáramos também, com nossa relação duradoura e verdadeira, uma certa decepção nas pessoas desencontradas no amor, quando tudo enjoa ,enfastia,desencanta.
Portanto, na verdade, uma relação duradoura, com pessoas afins, causara desejo totalitário, acreditara eu, ser o maior desejo do mundo.
Pois, jamais alguém abrira mão, cujo sentimento  fora legítimo e intocável dentre o cenário em que vivêramos.

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha