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quinta-feira, 27 de abril de 2017

FRAGMENTO DO LIVRO_CENÁRIO

Sempre apressáramos eu e Artur, para a palavra felicidade, quando viera nos cumprimentos, seja pelo aniversário, passagem de ano, festa de natal e outras mais.
Geralmente:
Eu te desejo felicidade!
Portanto, mais da metade populacional, com certeza ,desconhecera a acepção de tal palavra.
A felicidade, sempre confiara eu, ser um estado de espírito, sem o acréscimo de quaisquer parábolas para incrementá-la.
Esta, jamais vivera contida numa imagem, numa linguagem figurada, nas festas, nas viagens e outras tantas mais.
Claro que quando participáramos de uma festa, da qual gostáramos, pudéramos sempre acrescentar mais brilho aos nossos momentos, visto que sempre fora destes, que vivêramos.
Artur tivera a imensa habilidade da gratidão, no significado da palavra momento, sem mais incrementações.
Simplesmente vivera como tivera que ser, entendendo-se, como uma folha leve e solta ao vento de outono, porém velada pela recriação, pela perpetuação da espécime.
Os nossos conflitos internos, tão velados em meus discorreres, existiram sim e na totalidade igualitária.
 Porém, desconsiderávamos a ideia, de que um antídoto qualquer, interceptaria nossa linha de pensamento, que dera sempre, margem a uma conclusão finalizada, com um doce abraço e um sorriso. 
E quão leves estes, a ponto de fechar mais um feliz estágio. 
O amor fora constituído ao longo dos dias, quando este, em momento algum,viera abruptamente em imensidade, pois sendo assim, nada restaria, para as aspirações de felicidades vindouras.
 Os dias presentes nos tiveram na íntegra, visto que fora um treinamento muitas vezes dificultoso, porém em síntese, muito prazeroso.
Arturzinho resolvera mudar para a Inglaterra com a esposa, mesmo nos falando todos os dias, foram dias desfiando saudade por todos os lugares.
Só o fato de saber, que jamais pudera me visitar no cair  da noite e todos os dias, me apertara o coração.
Maria minha filha e Eduardo meu genro também aspiravam mudarem para lá, contudo fizeram grande esforço para que eu fosse com eles.
Eu jamais pudera interferir com minha presença nas decisões de minha filha, mas eu a tranquilizara dizendo que ficaria muito bem em minha casa.
Os tempos foram passando, e eles se prepararam para a mudança, até que chegara o dia.
Fora um momento muito doloroso, porém me mantivera forte para encorajá-los a acompanhar meu neto.
Nos faláramos o tempo todo e eles preocupados com minha idade, mas eu houvera feito um pacto comigo mesma, que enquanto meu corpo fora mantido salutar, conduziria meu mundo com Artur no meu coração, realizando as nossas coisas, como se ele estivera ainda presente e ao meu lado.
Nos finais de ano eles vinham e comemorávamos as festas de Natal e Ano Novo juntos.
A esposa de Arturzinho era estéril, e eles planejáramos adotar uma criança, e acreditáramos, que no momento certo, tal criança cruzaria seus caminhos.
Depois dos finais de ano, tudo voltara ao normal, e todas as tardes eu sentara em nossa sala para em pensamento estar com Artur.
Maria preocupada, dissera que eu precisara de uma terapia, porém eu dissera a ela, que nunca vira alguém procurar ajuda, para se desvencilhar da felicidade.

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha