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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

FRAGMENTO DO LIVRO_CENÁRIO


Nossas pretensões sempre foram as mesmas, os nossos desejos em cumplicidade, nos punha em harmonia á medida que o tempo passara.
Enquanto a felicidade passara a ser um desejo platônico, para o mundo, para nós sempre fora cada segmento de nosso presente, sem sequer questionarmos porque nos acostumáramos com tal rotina, porque os nossas distorções ,sempre foram bem aceitas entre nós, mesmo depois de nossos questionamentos.
 Nossas discussões rotineiras, sempre acendiam a chama da volição mais ardente e nossos pedidos de absolves, nossos indultos  regados entre beijos e abraços, trouxeram sempre os momentos mais gratificantes e felizes.
Artur uma vez dissera que quando me olhara de perto, sentira o peito invadido por uma emoção tamanha e indescritível, também me dissera que a medida que o tempo passara eu passara de mulher a deusa.
Éramos nossas coincidências se fundindo num curto espaço, uma outra parte de nossas vidas, mesmo que estas durassem cem anos.
Tínhamos um neto maravilhoso com nome de Artur, que nos finais de semana viera sempre ficar conosco e Artur o levara no parque de manhã ,enquanto isso eu fizera seu prato predileto para o almoço.
Tão complexo, que ríramos com Maria quando faláramos sobre Arturzinho dizendo :
 Mãe estou com vontade da comida da vovó!
E sempre soubéramos que desde muito criança ele adorava arroz, feijão com bertalha frita com ovos.
Eram as bertalhas, que o Artur cultivara em nosso quintal, devido a grande dificuldade em encontrá-la.
Sempre consumimos a bertalha, porque sempre fora nutritiva, saudável e medicinal.
Com tal planta eu fizera também sopa de arroz.
Segundo nutricionistas, suas folhas são riquíssimas, em cálcio, ferro, magnésio, manganês, potássio, sódio, zinco, fósforo, clorofila e vitaminas A, B, B2, B5 e C.
Porém, contendo bastante ácido oxálico e devido sua alta alcalinidade, seu consumo cru não é recomendável, assim como o do espinafre comum, especialmente para as pessoas que sofrem do sistema renal.
A bertalha têm propriedades diferentes, entre folhas e raízes, as duas têm ação emoliente porém, as folhas são adstringentes e as raízes, refrigerantes.
A medicina popular usa a bertalha , para tratar processos inflamatórios, doenças hepáticas e problemas oculares.
Usam-se as folhas refogadas ou cozidas, em sopa e, se faz a infusão das raízes.
 Também usáramos os frutos macerados como vinho.
Depois do almoço Arturzinho deitava na rede e ficara descansando, ás vezes dormia muito, pois quando ele ia no parque com o avô, brincara muito com a criançada da vizinhança e voltava para casa faminto e cansado.
O nosso neto era uma criança doce e bem amada, o pai dele porque sofrera a ausência dos pais desde muito cedo, tivera por Maria e Arturzinho um grande apego, um grande amor.
Sempre fora grata a Deus pela vida em si, que me dera tantos motivos, dentro de copiosa simplicidade, porém abastada felicidade.
Mesmo estudando muito ao longo da vida, procuráramos mantermos a linha interligada aos nossos costumes, desde a alimentação até a manutenção de salutares rotinas.

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Izildinha