Maria trouxera Eduardo seu namorado para
almoçarmos juntos no domingo.
Chegara feliz dizendo que havia conhecido
a família dele e que namoravam há seis meses já, mas esperara um tempo para nos
revelar.
Eduardo cursava o último ano de
engenharia ambiental, fora criado num orfanato, em Angra dos Reis, pois perdera
os pais quando criança durante uma tempestade, moravam num lugar em situação de
risco, e num deslize de terras.
Com sete anos de idade, não encontrara
adoção, então ficara trabalhando no orfanato até terminar o Ensino Médio e
prestara vestibular na Insper.
Ele dissera que o tal fato, talvez o
fizera optar por esse curso.
Mudáramos de assunto, pois não
conseguíramos imaginar como fora difícil para um garoto de sete anos de idade,
perder a sua referência de vida, que fora a família.
Eduardo parecia ser forte
corajoso,destemido,abordara os mais diversos assuntos com grande desenvoltura.
Claro,que como mãe de Maria, apressara a
tudo rapidamente.
Almoçamos juntos e passamos o dia juntos
também, ele morava num pequeno apartamento e trabalhava como gerente nu m
departamento de um supermercado.
Eu dissera a ele para dormir no sofá e
depois de manhã fora direto ao trabalho.
Eu sentira nele a necessidade de um
aconchego familiar e também começáramos eu e Artur, desenvolver um grande afeto por ele.
Maria o adorara e procurara sempre, ser
lhe muito sincera, porém também soubera ser lhe leal, amiga e companheira.
Eles se conheceram numa stand onde ele
expunha alguns produtos do supermercado e ela passeara com uma amiga por lá.
A amiga tendo amizade com Eduardo lhe
apresentara Maria, começaram a saírem juntos e se apaixonaram um pelo outro
logo de início.
Acreditara eu,mesmo depois de tantas
decepções em minha vida, e também após ter encontrado Artur,eu o amor
romântico, embora tão espezinhado ultimamente, sempre foi e será, privilégio
dos escolhidos, embora muitos ao encontrarem o amor, deixam que este se vá, sem
ao menos reconhecer, ou por falta de capacidade de amar.
O amor romântico, envolve uma série de fatos maravilhosos na vida das pessoas, inclusive interferindo na saúde física
e mental, mesmo, que jamais tivera encontrado a pessoa ideal, mas só o fato de
manter um coração apto para tal, é motivo para viver feliz, mesmo aparentemente
sozinho ou sozinha,o amor permanece no coração.
A incapacidade de amar, rechaça os
próprios defeitos nos outros, quando amar é flexionar entendimentos, saber pedir
perdão e também saber perdoar.
O amor estendido vida afora, trouxera um
entardecer sereno entre eu e Artur, e sempre reafirmáramos, amar também a nossa
doce rotina.
Depois de aposentados e nossa filha
casada, passáramos a dormir até mais tarde, o domingo á noite, já não trouxera
aquele leve aborrecimento da segunda, fora um verdadeiro sonho, tão almejado
por nós...
Quando a vida entardece, já não nos
importamos tanto com determinados fatos ,que nos incomodara na juventude, como
por exemplo: A opinião alheia.
Andáramos pelas ruas de nosso bairro á
tarde conversando e Artur sempre tivera o costume de parar para contar suas histórias.
Meu doce Artur!
Quanta felicidade Deus me concedera, na
presença de tal homem incrível, com o qual eu tanto sonhara.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha