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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

FRAGMENTO DO LIVRO_CENÁRIO

Maria trouxera Eduardo seu namorado para almoçarmos juntos no domingo.
Chegara feliz dizendo que havia conhecido a família dele e que namoravam há seis meses já, mas esperara um tempo para nos revelar.
Eduardo cursava o último ano de engenharia ambiental, fora criado num orfanato, em Angra dos Reis, pois perdera os pais quando criança durante uma tempestade, moravam num lugar em situação de risco, e num deslize de terras.
Com sete anos de idade, não encontrara adoção, então ficara trabalhando no orfanato até terminar o Ensino Médio e prestara vestibular na Insper.
Ele dissera que o tal fato, talvez o fizera optar por esse curso.
Mudáramos de assunto, pois não conseguíramos imaginar como fora difícil para um garoto de sete anos de idade, perder a sua referência de vida, que fora a família.
Eduardo parecia ser forte corajoso,destemido,abordara os mais diversos assuntos com grande desenvoltura.
Claro,que como mãe de Maria, apressara a tudo rapidamente.
Almoçamos juntos e passamos o dia juntos também, ele morava num pequeno apartamento e trabalhava como gerente nu m departamento de um supermercado.
Eu dissera a ele para dormir no sofá e depois de manhã fora direto ao trabalho.
Eu sentira nele a necessidade de um aconchego familiar e também começáramos eu e Artur,  desenvolver um  grande afeto por ele.
Maria o adorara e procurara sempre, ser lhe muito sincera, porém também soubera ser lhe leal, amiga e companheira.
Eles se conheceram numa stand onde ele expunha alguns produtos do supermercado e ela passeara com uma amiga por lá.
A amiga tendo amizade com Eduardo lhe apresentara Maria, começaram a saírem juntos e se apaixonaram um pelo outro logo de início.
Acreditara eu,mesmo depois de tantas decepções em minha vida, e também após ter encontrado Artur,eu o amor romântico, embora tão espezinhado ultimamente, sempre foi e será, privilégio dos escolhidos, embora muitos ao encontrarem o amor, deixam que este se vá, sem ao menos reconhecer, ou por falta de capacidade de amar.
O amor romântico, envolve uma série de fatos maravilhosos na vida das pessoas, inclusive interferindo na saúde física e mental, mesmo, que jamais tivera encontrado a pessoa ideal, mas só o fato de manter um coração apto para tal, é motivo para viver feliz, mesmo aparentemente sozinho ou sozinha,o amor permanece no coração.
A incapacidade de amar, rechaça os próprios defeitos nos outros, quando amar é flexionar entendimentos, saber pedir perdão e também saber perdoar.
O amor estendido vida afora, trouxera um entardecer sereno entre eu e Artur, e sempre reafirmáramos, amar também a nossa doce rotina.
Depois de aposentados e nossa filha casada, passáramos a dormir até mais tarde, o domingo á noite, já não trouxera aquele leve aborrecimento da segunda, fora um verdadeiro sonho, tão almejado por nós...
Quando a vida entardece, já não nos importamos tanto com determinados fatos ,que nos incomodara na juventude, como por exemplo: A opinião alheia.
Andáramos pelas ruas de nosso bairro á tarde conversando e Artur sempre tivera o costume de parar para contar suas histórias.
Meu doce Artur!
Quanta felicidade Deus me concedera, na presença de tal homem incrível, com o qual eu tanto sonhara.

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Izildinha