Quando um empata encontra outro empata, o
relacionamento se torna completo, justamente porque empatas zelam pelas mesmos
acontecimentos e são capazes de ser feliz com muito pouco.
Quando encontrara Artur já estivera
desanimada, estivera também convencida que jamais namoraria alguém, pois eu
sempre fora o alvo de homens que me conquistaram depois me fizeram sofrer.
Pareciam maravilhosos no começo ,depois
viera sempre o famoso tratamento de silêncio, que o levara a desaparecer e
quando eu menos esperara, voltara de novo.
E com tantas decepções, definitivamente
fechara meu coração e passara a ter a mesma atitude, houvera um certo encanto
no começo, depois talvez inconscientemente,desistira.
Eu não queria ver Maria passar por
isso,conversara com ela sobre tal assunto, quando ela fora se tornando
adolescente.
Um empata também, jamais pudera
conjeturar, que toda pessoa que se aproxima, para um possível relacionamento
afetivo pudera ser um narcisista, mas se tiver certeza, sempre dissera a ela:
Fuja o quanto antes, pois tais
pessoas comumente fazem um estrago na
vida de outra pessoa, e os empatas são seu alvo predileto.
Incapazes de amar, confundem amor com
prazer, são obcecados por sexo de forma esdrúxula e extravagante,eles precisam
desses suprimentos para sobreviver e odeiam a capacidade que um empata tem de
ser feliz mantendo sua vida simples e tranquila.
Maria começara a entender e melhor que
nós dois até, pois pesquisara buscando fontes advindas de profissionais
competentes e verdadeiros á respeito.
Era finalzinho de setembro os ipês da
avenida onde morávamos estavam floridos, era gratificante ouvir Maria comentar
sobre as flores com tanta alegria e felicidade.
Realmente, os ipês eram um espetáculo á
parte no meio da selva cimentada.
Amara tanto minha filha que quando ela
ficava doente, sentira meu coração doer, ela era o sentido de nossas vidas, e
desde que nascera, sempre nos ensinara muito.
Era comum eu vê-la fazendo seus desenhos
de giz de cera nas lixas e cantarolando baixinho.
O quarto dela parecia um ateliê ela
enchera as paredes com suas melindrosas criações e mantinha as bonecas
impecáveis ,embora adorasse dormir rodeada delas.
Tínhamos uma horta no quintal e Maria
adorava rúcula, quando ela resolvia ir para a cozinha sempre fizera quiché de
rúculas, seu prato favorito e também de Artur, cuja massa era composta de duas
xícaras e meia de farinha de trigo, quatro colheres das de sopa, de manteiga,
uma caixa de creme de leite e sal a gosto.
E para o recheio ela punha um maço de rúcula, uma cebola pequena picada,um dente de alho grande picado,duzentos gramas de ricota,
quatro ovos, cem gramas queijo
parmesão ralado, mais uma caixa creme de leite e meia xícara de leite.
Impossível não gostar!
E por falar em felicidade, esse sempre
fora um momento de gratidão.
O tempo fora passando e Maria crescera e
se tornara uma linda moça,delicada,porém destemida, guerreira e voltada ao
mundo das Artes, por isso decidira pelo curso de Artes também como sua madrinha
Renata que tinha um filho lindo do primeiro casamento e Luciana uma boneca
viva, do segundo, cujo marido era um nigeriano espetacular.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha