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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

FRAGMENTO DO LIVRO_CENÁRIO


Quando um empata encontra outro empata, o relacionamento se torna completo, justamente porque empatas zelam pelas mesmos acontecimentos e são capazes de ser feliz com muito pouco.
Quando encontrara Artur já estivera desanimada, estivera também convencida que jamais namoraria alguém, pois eu sempre fora o alvo de homens que me conquistaram depois me fizeram sofrer.
Pareciam maravilhosos no começo ,depois viera sempre o famoso tratamento de silêncio, que o levara a desaparecer e quando eu menos esperara, voltara de novo.
E com tantas decepções, definitivamente fechara meu coração e passara a ter a mesma atitude, houvera um certo encanto no começo, depois talvez inconscientemente,desistira.
Eu não queria ver Maria passar por isso,conversara com ela sobre tal assunto, quando ela fora se tornando adolescente.
Um empata também, jamais pudera conjeturar, que toda pessoa que se aproxima, para um possível relacionamento afetivo pudera ser um narcisista, mas se tiver certeza, sempre dissera a ela:
Fuja o quanto antes, pois tais pessoas  comumente fazem um estrago na vida de outra pessoa, e os empatas são seu alvo predileto.
Incapazes de amar, confundem amor com prazer, são obcecados por sexo de forma esdrúxula e extravagante,eles precisam desses suprimentos para sobreviver e odeiam a capacidade que um empata tem de ser feliz mantendo sua vida simples e tranquila.
Maria começara a entender e melhor que nós dois até, pois pesquisara buscando fontes advindas de profissionais competentes e verdadeiros á respeito.
Era finalzinho de setembro os ipês da avenida onde morávamos estavam floridos, era gratificante ouvir Maria comentar sobre as flores com tanta alegria e felicidade.
Realmente, os ipês eram um espetáculo á parte no meio da selva cimentada.
Amara tanto minha filha que quando ela ficava doente, sentira meu coração doer, ela era o sentido de nossas vidas, e desde que nascera, sempre nos ensinara muito.
Era comum eu vê-la fazendo seus desenhos de giz de cera nas lixas e cantarolando baixinho.
O quarto dela parecia um ateliê ela enchera as paredes com suas melindrosas criações e mantinha as bonecas impecáveis ,embora adorasse dormir rodeada delas.
Tínhamos uma horta no quintal e Maria adorava rúcula, quando ela resolvia ir para a cozinha sempre fizera quiché de rúculas, seu prato favorito e também de Artur, cuja massa era composta de duas xícaras e meia de farinha de trigo, quatro colheres das de sopa, de manteiga, uma caixa de creme de leite e sal a gosto.
E para o recheio ela punha um maço de rúcula, uma cebola pequena picada,um dente de alho grande picado,duzentos gramas de ricota, quatro ovos, cem gramas queijo parmesão ralado, mais uma caixa creme de leite e  meia xícara de leite.
Impossível não gostar!
E por falar em felicidade, esse sempre fora um momento de gratidão.
O tempo fora passando e Maria crescera e se tornara uma linda moça,delicada,porém destemida, guerreira e voltada ao mundo das Artes, por isso decidira pelo curso de Artes também como sua madrinha Renata que tinha um filho lindo do primeiro casamento e Luciana uma boneca viva, do segundo, cujo marido era um nigeriano espetacular.

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha