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sábado, 14 de janeiro de 2017

FRAGMENTO DO LIVRO_CENÁRIO


Terminada minha licença tivera que voltar ao trabalho fora doloroso demais tanto para mim como para Artur ter que deixar nossa Maria num berçário.
Eu começara a treiná-la uma semana antes, pois nos primeiro dia ela chorara desesperadamente, ao se ver no meio das outras crianças e também das cuidadoras.
Eu,com o coração apertado a cada dia mais, mas mesmo assim insistira, mas ela ficara procurando por mim e chorando o tempo todo.
Eu ficara escondida num corredor chorando também, era complicado deixar nossa criança, que ainda não entendera nada se sentindo sozinha sem a nossa presença.
Eu e Artur conversáramos e eu fora á minha escola e trocara de período com uma outra professora que tinha a carga completa á noite, mas preferira de manhã.
Deu tudo muito certo, assim que o Artur chegava eu saia e a nossa Maria pudera crescer tranquila dentro de nossa casa, sem que eu a levasse logo cedinho para o berçário.
Eu ouvira tanta falácia na época, pessoas me dizendo que ela precisara se sociabilizar, porque pudera ser uma pessoa fechada e solitária.
Eu jamais acreditara que levar os filhos logo cedo numa maternal ou num berçário, tornaria uma criança diferente, conhecera mães que tendo o pai trabalhando também desistiram do trabalho para poderem ficar com seus bebês.
Lembrara de uma secretária da mesma escola onde eu lecionara que fizera isso, o marido era policial, não ganhava muito, mas entraram num consenso que, pelo tanto que ela ganhara e pelas horas de trabalho dispendidas diariamente, compensaria mais ela ficar com a criança e abrir mão do trabalho, e ela o fez tranquilamente.Percebêramos também que quando ficávamos no meio da multidão com a Maria, ela ficara agitada e desconfortável, fôramos aos poucos percebendo que Maria gostava de brincar com as crianças, mas também passara horas brincando com as bonecas de tecido e desenhando também.
Quando ela entrara na pré escola, eu voltara a lecionar de manhã.
Saíamos juntas e voltávamos juntas também.
Á medida que Maria fora crescendo, percebera que ela gostara muito da escola, porém quando voltara passara a tarde fazendo as atividades escolares e depois ia brincar sozinha ou desenhar e também escrever.
Eu e Artur sempre fôramos parecidos, gostáramos das mesmas coisas e também curtíramos nosso cantinho e a Maria parecera nossa cópia, então começáramos a ficar preocupados.
Eu pesquisara muito, pois soubera há muito que eu e Artur éramos empatas, e os empatas não suportam multidão e mentiras, porém sempre fôramos incapazes de odiar alguém, pois fôramos perseguidos muitas vezes tanto no trabalho, amigos e ciclo familiar também, porém éramos cientes, de que sempre fora normal os empatas serem perseguidos então vivíamos nossa vidinha em paz evitando tais conflitos.
Maria certamente era empata também, isso nos preocupara, ela precisaria se manter informada para poder se proteger..
Geralmente fôramos cercados de pessoas maravilhosas, mas sempre precisáramos de um pouco de solidão para nos recompormos.
Quando girava a chave da porta de minha casa depois de cinco aulas, realmente me encontrara comigo,embora amasse minha profissão, e apegara-me com os alunos e alunas, mas eu precisara de um tempo sozinha para me refazer, assim também era o Artur e a Maria.

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Izildinha