Terminada minha licença tivera que voltar
ao trabalho fora doloroso demais tanto para mim como para Artur ter que deixar
nossa Maria num berçário.
Eu começara a treiná-la uma semana antes,
pois nos primeiro dia ela chorara desesperadamente, ao se ver no meio das
outras crianças e também das cuidadoras.
Eu,com o coração apertado a cada dia
mais, mas mesmo assim insistira, mas ela ficara procurando por mim e chorando o
tempo todo.
Eu ficara escondida num corredor chorando
também, era complicado deixar nossa criança, que ainda não entendera nada se
sentindo sozinha sem a nossa presença.
Eu e Artur conversáramos e eu fora á
minha escola e trocara de período com uma outra professora que tinha a carga
completa á noite, mas preferira de manhã.
Deu tudo muito certo, assim que o Artur
chegava eu saia e a nossa Maria pudera crescer tranquila dentro de nossa casa,
sem que eu a levasse logo cedinho para o berçário.
Eu ouvira tanta falácia na época, pessoas
me dizendo que ela precisara se sociabilizar, porque pudera ser uma pessoa
fechada e solitária.
Eu jamais acreditara que levar os filhos
logo cedo numa maternal ou num berçário, tornaria uma criança diferente,
conhecera mães que tendo o pai trabalhando também desistiram do trabalho para
poderem ficar com seus bebês.
Lembrara de uma secretária da mesma
escola onde eu lecionara que fizera isso, o marido era policial, não ganhava
muito, mas entraram num consenso que, pelo tanto que ela ganhara e pelas horas
de trabalho dispendidas diariamente, compensaria mais ela ficar com a criança e
abrir mão do trabalho, e ela o fez tranquilamente.Percebêramos também que quando ficávamos
no meio da multidão com a Maria, ela ficara agitada e desconfortável, fôramos
aos poucos percebendo que Maria gostava de brincar com as crianças, mas também
passara horas brincando com as bonecas de tecido e desenhando também.
Quando ela entrara na pré escola, eu
voltara a lecionar de manhã.
Saíamos juntas e voltávamos juntas
também.
Á medida que Maria fora crescendo,
percebera que ela gostara muito da escola, porém quando voltara passara a tarde
fazendo as atividades escolares e depois ia brincar sozinha ou desenhar e
também escrever.
Eu e Artur sempre fôramos parecidos,
gostáramos das mesmas coisas e também curtíramos nosso cantinho e a Maria
parecera nossa cópia, então começáramos a ficar preocupados.
Eu pesquisara muito, pois soubera há
muito que eu e Artur éramos empatas, e os empatas não suportam multidão e
mentiras, porém sempre fôramos incapazes de odiar alguém, pois fôramos
perseguidos muitas vezes tanto no trabalho, amigos e ciclo familiar também,
porém éramos cientes, de que sempre fora normal os empatas serem perseguidos
então vivíamos nossa vidinha em paz evitando tais conflitos.
Maria certamente era empata também, isso
nos preocupara, ela precisaria se manter informada para poder se proteger..
Geralmente fôramos cercados de pessoas
maravilhosas, mas sempre precisáramos de um pouco de solidão para nos
recompormos.
Quando girava a chave da porta de minha
casa depois de cinco aulas, realmente me encontrara comigo,embora amasse minha
profissão, e apegara-me com os alunos e alunas, mas eu precisara de um tempo
sozinha para me refazer, assim também era o Artur e a Maria.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha