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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

FRAGMENTO DO LIVRO_CENÁRIO


Ligamos para Renata e Trayon virem jantar conosco, e quando chegaram estávamos brindando de mesa posta.
Sentáramos os quatro e Trayon nos falara sobre a Nigéria que  por determinado tempo, fora a sede de inúmeros reinos e impérios, o Estado moderno da Nigéria tivera suas origens na colonização britânica da região, durante final do século dezenove a início do século vinte.
 Surgira depois a combinação de duas colônias britânicas vizinhas:
 A Colônia do Sul e a colônia do  Norte da Nigéria.
Os britânicos criaram estruturas administrativas e legais, mantendo as chefias tradicionais.
O país tornou-se independente em mil novecentos e sessenta, mas afundara em uma guerra civil, vários anos depois.
 Desde então, alternaram-se no comando da nação governos civis democraticamente eleitos e ditaduras militares, sendo que apenas as eleições presidenciais em dois mil e onze.
 Sendo consideradas as primeiras a serem realizadas de maneira razoavelmente livre e justa.
A Nigéria fora por vezes referida como o gigante da África, carecido este, à sua grande população e economia.
Por volta de cento e setenta milhões de habitantes, é o país mais populoso do continente e o sétimo país mais populoso do mundo.
A nação africana sempre fora habitada por mais de quinhentos grupos étnicos, dos quais os três maiores são os hauçás, os igbos e os iorubás.
 O país fora dividido ao meio entre cristãos, que em sua maioria vivem no sul e nas regiões centrais, e muçulmanos, concentrados principalmente no norte. Uma minoria da população pratica religiões tradicionais e locais, tais como as religiões igbo e iorubá. 
Ele viera ao Brasil em busca de trabalho, ou melhor, de sobrevivência, sendo professor, mas somente encontrara emprego como ajudante no setor da construção.
Estavam realizando uma reforma na frente da escola e na secretaria onde Renata lecionava e foi então que se conheceram.
E todos os dias Renata levava uma marmita para ela e outra para ele, quando o vira almoçando pão com manteiga, ele ficara encabulado, dissera ele, isso de imediato soara como humilhação.
Renata nos dissera que houvera se apaixonado por ele desde o primeiro instante que o vira, quando curiosa quisera conhecer o professor nigeriano que estivera trabalhando como servente de pedreiro.
Eles começaram a conversar todos os dias, e ela percebera, que ele se retraíra,então  Trayon falara sobre  o preconceito, que os marca inconscientemente .
Também dissera, que os pais negros,logo cedo, ensinam seus filhos a tomarem cuidado com a polícia, além de serem honestos e procurarem sempre serem o mais humildes possíveis.
Renata nesse momento fora ás lágrimas, ao lembrar o início do namoro, quanta dificuldade tiveram que enfrentar, e também a Luciana por ser negra, soubera que o racismo predomina de maneira latente ainda nos dias de hoje.
A misoginia, homofobia, racismo, o ódio que joga partidos políticos á margem tanto esquerda como direita,sem a capacidade da centralização.
As classes sociais, e outros preconceitos tantos, sempre foram a grande chaga da humanidade.
Renata dissera ser Trayon o grande amor de sua vida,doce carinhoso, prestativo, então eu lhe interrompera:
Acredito que seja um Artur melhorado!
 E todos nós rimos, e nos descontraímos e voltando á nossa sopa cremosa com pêssegos em calda ,com creme de leite de sobremesa.

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Izildinha