A ausência
de ética abrange-nos de maneira abissal, onde o atilamento assumiu a conotação
de inteligência, perpetramos o que nos apraz,arquitetamos um deus, que nos
sirva e entenda, única e exclusivamente, ou então, alocamos nossa fé em outros
planos materiais e eternos...
O
grande limite social, sempre é constituído no outro, o outro sim, necessita
melhorar,enquanto nos poupamos,colocando nossa perfeição infalível, sem ser melindrada...
Jamais
nos importamos com as consequências e estragos de nossos atos,no outro,importante é que
pareçamos bons...
Jamais
admitimos nossos desacertos, mesmo porque nos entendemos muito bem,e temos
muita paciência conosco,estima em alta,porque somos boas pessoas...
Jamais
nos envolvemos com os nossos atos, mas sim,importante, que apenas nós saibamos
de nossos deslizes, porque alegamos ter a cabeça boa, e as mentes quadradas nos
são insuportáveis...
A
virtude parece estar nas pessoas horríveis, deselegantes,que não são adequadas
para embair,ludibriar,são pessoas nefastas...
Enfim,
são pessoas infelizes, pois não são nada modernas, o importante, sempre é o que
esquiva de nós para os outros, fora disso, fazemos o que melhor nos aprouver,em
nossa vida mandamos nós...
Importante
nós termos capacidade de persuasão, termos habilidades para embairmos, entretanto,
posarmos de pessoas boas, honestas e sempre muito alegres e bem humoradas...
Acreditamos
que a vida sempre está aí para quem sabe viver, anos bem vividos, não importa
se houve fraude de nossa parte, somos ilesos porque somos pessoas boas...
A
ética instrui atitudes,que apenas nós vemos e delas sabemos,a falta de ética é
como espelho que nos reflete a nós mesmos,os demais nada têm a ver com isso...
Os
outros sempre nos incomodam, invadem nosso espaço, portanto,cabe a nós que “sejamos
aquilo que queremos ver no outro”.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha