Começara a compreender que o amor, jamais
tivera fórmula ou receita também, uma vez que somos tão diferentes um do outro,
assim igualmente a felicidade .
Toda felicidade que sentira ao lado de
Rosemar, parece ter se multiplicado quando eu conseguira me sentir tão plena
comigo mesma.
Nenhum ressentimento
restara,porém,nenhuma aspiração de encontrá-lo novamente, muito menos de saber
como e por onde andara ele.
Uma nova visão de mundo abrira as
cortinas, mediante meu olhar sentido com alma e coração o quão diferentemente
fora eu no passado.
Eu me tornara alguém, com a capacidade de
retornar lá no passado, e vira como meu olhar pueril, fora capaz de captar
sensações, que poderiam ficar aquém de meu presente, sendo este vivido de
maneira meio indiferente.
Estes diferenciais fizeram de mim, uma
pessoa , a priori questionadora comigo mesma, depois, começara a me entender
completamente, a ponto de jamais me importar com o que pudesse vir de fora para
dentro.
Instalara em mim, a compreensão para
minhas fraquezas sempre no intento de me reforçar, me corrigir dentro de meus
próprios erros, pois sem estes jamais pudera adquirir, os anticorpos, os quais
eu tanto necessitara para minha total resistência ao longo de minha vida.
Antes passara anos, convivendo
esporadicamente, com sentimentos culposos, com angústias desnecessárias, porém,
tão tão necessárias ao meu crescimento interior, com uma crença irredutível,
porém dada a preocupações, sem que me entregasse totalmente ás possibilidades
ambicionadas.
O tempo fora levantando em mim fortes
muralhas, e plantando também delicados jardins.
Houvera solidão sim, mas momentaneamente
dada também á ideia de que jamais estivera presente comigo alguém, tão presente
que tocasse minha essência, senão eu mesma.
Então, deixara completamente, de
esquadrinhar tudo pronto ,me tornara mais criativa e mais autêntica comigo
também.
Lembrara o quanto meu pai fora criativo
dentro de sua simplicidade, quando enchia a cozinha de minha mãe de utensílios
recriados de vasilhames que portavam alimentos e especiarias.
Fora grande observadora, em tudo que ele
fizera, e guardara no livro de memória detalhe, por detalhe.
Por outro lado, entendera também minha
vontade de reclusão, por não conseguir digerir alguns conceitos, sem
adjetivações, porém isolando-os de mim.
Ao ouvir alguém jovem, que sequer lera
uma página sobre a situação de nosso planeta dizer:
Isto não presta!
Que tal objeto fora feito assim mesmo,
para depois de um tempo de aquisição jogar no lixo.
E eu,que tivera sempre em mente, que no
lixo estivera a solução para grandes problemas de poluição a nível mundial, que
se não fizermos girar a grande circunferência do estorno, sem que a Terra, por
longa data seja afetada, dentro em breve seremos extintos, como foram as
espécies, que com nossa estupidez fôramos banindo.
Á medida que o tempo passara fora
sentindo o mundo mudando, saindo do abstrato para o concreto, onde tudo fora
concebido rapidamente e metaforicamente por imagens, extinguindo as
sentimentalidades.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha