Embora me cobrara de vez em quando o
retraimento, sempre me fizera a pergunta:
Pela última vez, quem visitou quem?
Ou senão:
Quem sempre visitara quem?
E fora me descolando de todas aquelas
imposições nada confortáveis ás vezes,
porém sem sequer guardar dentro de minha essência nada que pudesse melindrar
minha consciência.
Sequer uma vez na vida, mesmo porque
nunca sentira pretensão, fizera perguntas indiscretas ás pessoas, tomando certo
cuidado para não invadir um espaço que nunca me pertencera.
No entanto, por muito tempo, fora obrigada
a tocar em pontos de minha biografia com pessoas ,como se fossem psicanalistas
indagando seu paciente.
Entendera, que quem autorizara, esse
pertencimento ás perguntas e perguntadores, que me cerceavam, fora eu mesma.
Dialogara muito comigo isso, quando ás
vezes tais fatos acabavam mudando minha alegria em incômodos, porém aos poucos
percebera que todas as respostas estiveram evidentes dentro de mim.
A voz dos incômodos, sempre foram uma
ressonância interna e pessoal, indicando –me o caminho.
Fora internalizando em mim, que eu
possuíra capacidades para administrar minha paz, quando me encontrara comigo
mesma.
Também, quando vencera etapas, quando me
superara, principalmente na virtude da paciência, a qual sempre fora muito
dificultosa, para mim, flexioná-la.
Riscara totalmente de meu vocabulário, a
palavra perfeição, em relação ás outras pessoas e também,principalmente,em
relação a mim.
Pois, quando saíra da juventude pegando a
fase adulta, me desdobrara para ser perfeita em tudo, para agradar em tudo,porém,vencida pelas invalidações,
buscando subterfúgios, caíra em tantos erro, e fizera sempre, com que minha
vida, virasse uma imensa bola de neve.
Escancarara as portas da aprendizagem e
da descoberta, tendo paciência e aguardando as respostas ,para minhas
indagações internas.
Outras formas de subsídio eu encontrara,
quando me dera ao tal pertencimento, então fora uma luz fluente iluminando meus
escombros, colocando sabedoria e valorizando meus pressentimentos, que por medo
de constatar a verdade, sempre os deixara de lado.
No entanto, estes sempre foram, latentes incomodações
martelando meu inconsciente, mesmo que eu os afugentasse, insistiam a me
convencerem.
Conseguira dar as costas, ás vozes do coração, sem
jamais ser fria ou calculista, simplesmente por amor próprio entendendo onde eu
pudera ou não colocar amor.
Pois o amor próprio quando não
correspondido, fizera com que eu buscasse migalhas de amor, de reconhecimento
em pessoas e lugares inoportunos.
Importante monólogo aprendera eu, a
estabelecer comigo nas horas mais difíceis agregada á minha fé.
Então, quando eu menos percebera,
conseguira encaixar a consciência dentro do coração, elevando meu corpo e alma,
a um estado pleno, do qual sentira desejo de jamais sair.
Finalmente a isso chamara, e chamo de
felicidade!
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigada pelo carinho!
Izildinha