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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

FRAGMENTO DO LIVRO_VENTOS NOTURNOS


Voltáramos no domingo ao entardecer e já era noite quando chegamos, estava um dia frio, Fabio levara as meninas em casa primeiro e depois voltamos para nossa casa.
Quando entramos no prédio ouvíramos um som muito alto, muitas conversas e gargalhadas, entendêramos que a festa houvera se esticado do sábado para o domingo.
Ao chegarmos em casa, ouvíramos o barulho do elevador subindo e descendo o tempo todo.
Fabio resolvera encomendar uma pizza, pois estávamos muito cansados, o passeio fora prazeroso, as meninas se divertiram bastante, mas pegamos um trânsito horrível na volta.
Eu sentara com Fabio na sacada do apartamento e um vento frio me fizera arrepiar, prenunciando uma semana bastante fria.
Ouvíramos muitas conversas e risadas advindas da festa, os vizinhos estavam reclamando com o zelador, mas ele não conseguira fazer com que ,pelo menos falassem mais baixo.
Mediante tais atitudes, jamais tivera dúvidas quanto ao caráter de Sônia, que reunira um pessoal idoso em sua festa, mas que se comportavam como se fossem adolescentes rebeldes.
Os corredores estavam cheios de guardanapos de papel e o zelador desesperado, levando bronca do síndico, que também não conseguira acalmar a tal bagunça.
Quando o interfone de meu apartamento tocou eu atendi era o entregador de pizza, e ao abrir a porta, quase morri de susto, pois vira o Hugo juntamente com aquele pessoal conversando animadamente.
Ele descera pelo elevador, e não me vira, então recordara que quando estivera com ele, uma amiga viera me dizer que ele estivera envolvido com uma tal de Sônia.
Porém mediante negações dele eu nunca dera ouvido ao que essa amiga dissera.
Pensei comigo:
Será ela a mesma pessoa?
E porque estaria então ela tentando ficar com Fabio?
Entrara e pusera a mesa, e Fábio bastante irritado com o barulho começara a reclamar.
Percebêramos, que rolava um clima meio pesado entre eles, pois estavam quase todos embriagados.
Pouco depois, o silêncio fora acalmando e ficamos felizes, pois a festa houvera terminado.
Vimos televisão e dormimos, pois estávamos bem cansados mesmo.
Na segunda feira de manhã eu saí para ir á padaria.
Sônia estava na porta e entrara no elevador também,eu a cumprimentara e ela muito azeda dissera:
Eu sei que foi você que chamou a polícia sua desprezível!
Não entendera nada, portanto continuara surpresa olhando para ela que completou:
Você não perde por esperar!

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha