Era
começo de novembro, final de ano prenunciando, e eu saíra do trabalho e entrara
numa loja de calçados buscando por um tamanquinho de saltos finos, sempre
gostara muito, porém o que eu mais gostara, houvera perdido
um salto,enquanto eu caminhara do trabalho para casa.
Não
se tratara de uma compra premeditada, mas sim, uma compra, em cima da hora, pois
uma mulher com saias longas, andando descalça na rua, não ficara nada bem.
Estava
experimentando alguns, depois de percorrer rapidamente várias lojas, ouço alguém
me dizendo:
Como
faço para falar contigo?
Eu
levantara a cabeça, e vira um rapaz em pé ao meu
lado, lembro de tê-lo visto em todas as lojas, pelas quais eu passara.
Eu
muito irritada, devido a situação, e a circunstância que houvera enfrentado, respondera:
Não
faça nada!
Não
fale comigo!
Nesse
momento, calçara um tamanquinho no pé, que dera certo e que eu gostara.
Fora
no caixa da loja pagara, colocara o outro par de tamancos na sacola, e saíra
caminhando normalmente.
Livre e absorta,como se nada houvera acontecido.
Livre e absorta,como se nada houvera acontecido.
Ao
passar em frente a um ponto de ônibus,eu o vira, meio acanhado olhando
novamente para mim, parecera estar arrasado naquele momento.
Eu estendera
a mão para ele e dissera:
Muito
prazer o meu nome é Rita, peço desculpas pela falta de gentileza.
Ele
esboçara um sorriso e respondera:
Prazer
Fábio!
Nesse
momento,ele tirara o salto de meu tamanco do bolso e me entregara.
Eu
meio sem jeito, ficara desconcertada e surpresa com a situação, e ele concluíra.
Eu
estava caminhando logo atrás de ti,quando teu salto entrara no paralelepípedo,
prendendo o salto, que se soltara ,quando mudara o teu passo.
Eu
sorri desconcertada e disse:
Pois é, essas coisas nunca acontecem com os
homens, vocês é que são felizes.
Nesse
momento, ele olhara densamente para mim, então eu pudera ver uma morenice jovem,
brincando naquele rosto aveludado e lindo, que me respondera:.
Não
somos tão felizes assim, mesmo porque, temos que nos precavermos de certas
mulheres, porque elas nos roubam o coração, e saem correndo descalças pela rua.
Rimos
os dois.
Eu
percebera nele uma pessoa inteligente e bem humorada, enquanto eu ainda
estivera muito aquém, da virtude da paciência.
O
ônibus dele chegara, e ele se despedira, eu com o salto na mão lhe agradeci.
Vira
o ônibus virar a esquina e continuara meu caminho, pois morava uma quadra e
meia dali, em frente a uma padaria de esquina, que á noite virava um barzinho, e
que ás vezes me roubara, o sono com seus madrugadores cantarolando lindas
canções.
Acreditara
eu,que se fossem desinteressantes, jamais me roubariam o sono, mas sim
estimulariam, como a televisão, sempre me fizera dormir fácil..
Aquela
tarde ficara concentrada em tal fato, misturando as minhas emoções entre o
agradável e o desagradável.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha